Segundo Anne Ludwig, 46 anos, administradora de um escritório em São Francisco: “Tenho que praticar exercícios para manter um bom controle dos níveis de açúcar no sangue. Eu tenho sorte, porque gosto de correr, andar de bicicleta e outros esportes. Se fico sem praticar exercícios por um dia, sinto falta”. Anne foi diagnosticada com diabetes tipo 1, há 20 anos. Ela conta que sempre foi muito ativa e por ser diabética, é mais um motivo para dar continuidade às atividades.
Ela gosta de participar de corridas normais e de bicicleta, porém não se considera “competitiva”, mas “atlética”. Controlar os níveis do açúcar no sangue requer constante vigilância. Anne verifica os níveis da glicose antes e depois de cada exercício, e sempre leva alguma coisa como reforço de energia, como balas ou chocolates.
Ela aprendeu da pior forma que não se deve sair de casa sem eles. Certa vez em que Anne corria, e já estava quase 5 km de casa, começou a se sentir mal e ficou muito assustada. Ela parou uma mulher que levava uma criança em um carrinho de bebê e supôs que ela provavelmente teria algo doce, por causa da criança. E acertou! Mais tarde Anne descobriu que se tratava de uma enfermeira e por esse motivo entendeu logo o que estava acontecendo.
Ela deu à Anne um pedaço de bolo de chocolate. Segundo Anne, “foi o melhor bolo que já comi”. Como a maioria dos diabéticos, Anne aprendeu da pior forma o quer dizer balancear insulina, dieta e exercícios. Mesmo exercícios moderados como andar ou correr ajudam os diabéticos, porque o corpo usa melhor a insulina. Durante e após os exercícios a glicose do sangue é usada como energia e os mesmos ajudam a retardar ou parar a doença vascular, a qual, segundo a ADA (American Diabetes Association), é a principal responsável pela morte de pessoas diabéticas. Logo, isso demonstra que o exercício é o “melhor amigo” do diabético, diz o Dr. David G. Guerrero da Indiana University School of Medicine.
Ele próprio diabético tipo 1, é ótimo jogador de futebol, gosta de correr, andar de bicicleta e é faixa preta no karatê. Ele diz: “Faço uma dieta light, isto é, sem muito rigor porque uso o exercício para manipulá-la”.
Lógico que essa prática não é aplicada à pessoa leiga. Não faça dieta sem orientação do médico ou nutricionista. Novas evidências sugerem que exercícios regulares ajudam a prevenir a diabetes tipo 2 em adultos, que muitas vezes é associada com a obesidade. Se uma pessoa já tem a doença ou um alto risco de contraí-la, nunca é tarde para iniciar um programa de exercícios. Porém, antes de iniciar qualquer prática de exercícios, consulte seu médico para fazer um exame completo e assim receber uma orientação adequada.
Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.