Garanta sua dose de cálcio e emagreça

Ele reduz os depósitos de gordura e agora os cientistas já sabem porque', '', '', 'leite_240x180.jpg', '', '', '', 'Foi por obra do acaso que pes­quisadores da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, descobriram, no final dos anos 1990, a íntima relação do cálcio com a perda de peso. Na verdade o que eles pretendiam era entender melhor a atuação do mineral no combate a hipertensão. Só que, então -eureca! -, verificaram nos participantes do estudo uma surpreendente redução de quilos, além da já espe­rada queda na pressão arterial. Depois disso muitos trabalhos vie­ram a tona para corroborar a tese da ação antiobesidade. Faltava apenas fugir do terreno das hipóteses e chegar a explicações mais consistentes.
A inves­tigação andou a passos largos e hoje já não há tantos mistérios sobre os meca­nismos envolvidos nessa história. "0 cálcio interfere no desenvolvi­mento dos adipócitos, as células de gordura", resume a nutricionista Ma­riana Del Bosco, que anda estudando o assunto na Universidade de São Paulo (USP). Esmiuçando um pouco mais: ele bloqueia enzimas envolvidas na formação desse grupo celular. Experi­mentos demonstram que, na falta do nutriente, ocorre um desequilíbrio. Resultado: os adipócitos incham e o ponteiro da balança dispara.
Outra ação do cálcio contra a obesidade aparece em um estudo europeu. Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, comprovaram que alimentos ricos no mineral brecam a absorção da gordura vinda das refeições. Em outras palavras, parte das moléculas engorduradas e varri­da para fora do organismo na digestão, o que impede seu acúmulo. Para completar, há evidências de que o mineral atue no aproveitamento da insu­lina - hormônio fundamental na regu­lação do metabolismo e da própria fome. Seu excesso na circulação contribui para o armazenamento de energia na forma de gordura, o que, óbvio, leva ao aumento do tecido adiposo.
Ou seja, se falta cálcio a barriga salta aos olhos e os pneus dão o indesejado ar da sua graça. No grupo de 42 voluntários que partici­pam do estudo na USP foi detectada, logo de cara, urna deficiência do mineral e, coincidência ou não vários quilinhos ex­tras. Após cinco meses e com a adequação do consumo de boas fontes, sobretu­do o leite desnatado, a equipe de Mariana Del Bosco já notou que as cinturas se afi­nararn. Incluir o cálcio no cardápio támbem ajudaria a manter bem longe a temida síndrome metabólica.
0 problema - que cresce no mundo inteiro - resulta da soma de glicose elevada, pressão alta e alteração nos níveis de colesterol e tri­glicérides. Uma mistura explosiva que bota o coração em risco. A boa notícia é que o mineral desponta em estudos como aliado contra o mal. Uma análise de diversos trabalhos, recém-publicada no The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, mostra uma associação entre o consumo de alimentos ricos no mineral e a dimi­nuição do risco da síndrome.

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

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Steven Mark
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