segunda-feira, 25 de maio de 2026 16:59:46

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O Vínculo do Prazer – Outro problema freqüente no relacionamento sexual do casal é…

O Vínculo do Prazer – Outro problema freqüente no relacionamento sexual do casal é quanto a gente se envolve na hora do amor. Especialistas afirmam que muitas vezes, durante a relação sexual, em vez de participar, ficamos num canto vendo o que vai acontecer. Isso pode significar que estamos de certa forma desligados. Uma parte da sensação fica, então, bloqueada. Outras vezes, a gente se frustra, se vê deitado junto, ao lado do outro, mas não com ele. Vê-se (de longe) se cobrando, mas não conseguindo, desejando, ao mesmo tempo se retirando, se bloqueando.
É normal às vezes ficar como observador, mas o que se busca é estar inteiro na relação, sentindo prazer e dando prazer. A relação sexual é um espelho da relação a dois. Chegar perto e poder demonstrar o desejo, ser desejado, isso tem uma importância central no casamento. Precisa ser preservado. E será na medida em que o outro responder amorosamente, escutando, tocando, abraçando. Mesmo negando, é preciso procurar ficar em sintonia. Ficar em sintonia é saber quando é o momento de mergulhar, de se dissolver no outro, e quando não é, deixando as sensações acontecerem, sem agir mecanicamente.
Nem sempre, porém, estamos dispostos a fazer amor. Às vezes, as razões são simplesmente físicas, outras vezes não nos sentimos emocionalmente capazes de corresponder.
Se você não está com vontade, diga isso. Mas diga com jeito, com amor (“eu te amo muito, mas hoje não estou disposta. Vamos deixar para amanhã?”) ou com senso de humor (“socorro, hoje não, amanhã eu prometo, eu juro”).
Invente uma linguagem cifrada, um código verbal (“tô congelado, meu bem”) ou não-verbal. Todos os casais do mundo fazem isso. É bom brincar na cama, deitar e rolar, se soltar, se libertar. Sexo não é uma técnica, uma posição a mais. É uma manifestação espontânea da personalidade de cada um (“isso sou eu; isso não sou eu”), uma emoção para ser experimentada e vivida. Com o movimento de liberação sexual, as pessoas ficaram “boas de cama”.
Muitas se transformaram em colecionadores de orgasmos. Também com a revolução sexual surgiu a idéia de que o orgasmo é a medida do amor. O orgasmo se tornou uma moeda erótica. Para saber quanto nós realmente nos gostamos basta calcular quantas relações sexuais, quantos orgasmos cada um obteve nesses últimos 30, 60, 90 dias. Delegou-se ao orgasmo um poder que ele em si mesmo não tem. Acreditou-se que o orgasmo era capaz de apagar todas as frustrações, descarregar todas as tensões, anular todas as agressões, estabilizar todos os relacionamentos.
Acontece que agora estamos num período pós-revolucionário, no qual as pessoas foram se dando conta de que robotizando o sexo elas ficam condicionadas à necessidade cega de sempre aumentar o seu rendimento sexual. Portanto, o termômetro da vida não é o número de relações sexuais ou de orgasmos que se tem anualmente, porque na vida existem períodos de amor com sexo e amor sem sexo. O importante é aprender como se cria um vínculo amoroso e o que é necessário fazer para mantê-lo. (Extraído do Livro ” AMAR É PRECISO” , Maria Helena Matarazzo

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional.

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