segunda-feira, 25 de maio de 2026 16:58:03

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Muito Prazer amiga – A depressão é um distúrbio

Muito Prazer amiga – A depressão é um distúrbio químico causado por um desajuste nos neurotransmissores, substâncias que fazem a conexão entre as células cerebrais. Entre outros danos, libera adrenalina nociva ao coração. Nesse caso, o uso de medicamentos antidepressivos é mais do que bem-vindo – é essencial e decisivo para a qualidade de vida. O que chama a atenção dos especialistas, no entanto, é um fenômeno diferente. “Muita gente está tomando esse tipo de medicamento para tratar problemas circunstanciais, como crise conjugal, desilusão amorosa, perda de emprego ou morte de um ente querido”, afirma o psiquiatra Coura. “As pessoas depositam no comprimido uma expectativa de resposta para todas as frustrações.
A decepção é inevitável”, esclarece. O psiquiatra Rubens Hazov Coura, que há 20 anos estuda o comportamento dos consumidores de antidepressivos, relata, em sua tese de doutorado, as consequências do uso abusivo e descriterioso dos antidepressivos. Na opinião do psiquiatra, além de o organismo sofrer com o impacto dos efeitos colaterais – que se manifestam em 80% das pessoas na forma de náuseas, boca seca, tontura, ganho de peso, sonolência e perda da libido (efeito mais evidente no conhecido Prozac) -, o medicamento funciona apenas como um anestésico, que alivia os sintomas sem tratar a causa do problema. É como se encontrar plastificado, indiferente a tudo, com uma falsa alegria e a sensação de domínio da situação, que desaparece com a interrupção do tratamento.
Esse boom no consumo de antidepressivos, que teve início no final da década de 80, com a invenção do Prozac, deve-se, principalmente, à desmistificação da depressão nos últimos anos, que se tornou uma doença mais aceita socialmente. Outros fatores também contribuíram para isso: o surgimento de drogas mais seguras, efeitos colaterais mais brandos e, além disso, muitos pacientes preferem a droga à psicoterapia, já que o preço é compensador e o tempo de tratamento menor. As mulheres são as maiores consumidoras. Em primeiro lugar porque a depressão atinge mais mulheres do que homens, numa proporção de dois para um. Aliado a isso, o sexo feminino costuma procurar ajuda médica com mais frequência, aceita melhor as indicações dos especialistas e oferece menos resistência a tomar medicamentos.
É comum as pessoas acharem que estão deprimidas. Na maioria dos casos, elas estão apenas tristes. Sentem desânimo, insônia, ansiedade e melancolia, mas essas reações passam após algumas semanas. Na depressão os sintomas comprometem a rotina do indivíduo, manifestam-se quase todo o tempo e persistem por meses. Infelicidade, tristeza, fracassos, frustrações e estresse fazem parte da vida e é preciso aprender a lidar com isso.
Os antidepressivos não melhoram o bem-estar de quem se diz triste ou atormentado. Só agem em quem tem depressão e, portanto, apresentam alteração química no cérebro.

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional.

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