Uma pesquisa realizada por cientistas turcos indica que o vírus da hepatite B pode se espalhar pelo suor durante a prática de esportes de contato e sugere que praticantes de modalidades como luta livre sejam submetidos a testes regulares para detecção do vírus. Um levantamento com 70 lutadores olímpicos indicou que oito deles tinham o vírus em seu suor. O estudo foi publicado pela revista científica British Journal of Sports Medicine. O vírus da hepatite B provoca uma infecção séria e crônica no fígado em 5% dos adultos infectados. A infecção pode durar por toda a vida e provocar problemas graves no fígado como cirrose ou câncer, com muitos pacientes morrendo como resultado. A advertência usual para o público é de que os maiores riscos de infecção pelo vírus são através de relações sexuais sem proteção e por meio de sangue infectado.
Sangramentos – A pesquisa realizada na Universidade Celar Bayar, na Turquia, sugere que, em algumas circunstâncias, o suor de uma pessoa infectada pode ter uma quantidade de vírus semelhante ao sangue. A pesquisa se concentrou em lutadores entre 18 e 30 anos, que responderam um questionário sobre os efeitos do esporte sobre seus corpos.
Muitos deles disseram ter frequentemente sangramentos ou ferimentos profundos durante treinamentos ou competições, abrindo espaço para a transmissão do vírus de maneira convencional. Nenhum dos 70 lutadores avaliados tinham infecções ativas provocadas pela hepatite B, mas os testes de sangue revelaram que nove deles tinham o vírus.
Oito deles também tinham o vírus em seu suor. Algumas confederações de esportes de contato já realizam testes obrigatórios para HIV para os atletas, mas os pesquisadores dizem que a hepatite é uma questão mais importante, porque os níveis do vírus tendem a ser maiores no sangue, tornando o contágio mais fácil.
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