A incidência de cárie é 49% maior nas localidades que não têm água fluoretada, segundo o Ministério da Saúde O mineral rendeu longos debates ao longo do congresso. Muitos defendem a fluoretação da água porque pode fortificar o esmalte dos dentes e reduzir em até 60% a incidência de cáries. A medida facilita o combate à doença, que pode ser transmitida por gotículas de saliva. Há também os que argumentam que a água com flúor artificial é desnecessária, já que a substância está presente em cremes dentais. O excesso pode causar fluorose, doença caracterizada por manchas esbranquiçadas nos dentes de crianças menores de 6 anos. Mais do que um problema estético, cada pedacinho manchado enfraquece a dentição se não for tratado. A OMS determina de 0,6 a 0,8 mg de flúor por litro de água – um teor nem sempre respeitado. Alguns profissionais afirmam que as pastas fluoretadas só devem ser usadas pela meninada com cárie ativa. “E numa quantidade equivalente ao tamanho de um grão de arroz!”, ressalva a odontopediatra Ana Cristina Barreto, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Brasília. Para os pequenos felizardos que nunca tiveram cáries, o creme dental sem flúor é mais indicado – há pelo menos três marcas disponíveis no mercado.
Maneire na pasta do seu filho Foi praticamente consenso entre os especialistas que estiveram no congresso. “Uma quantidade mínima do produto – só uma sujadinha – já é suficiente para limpar os dentes da criança”, resumiu Célio Percinoto, da Faculdade de Odontologia da Unesp de Araçatuba. Ou seja: mais vale uma boa escovação do que um monte de espuma. Além disso, engolir a pasta fluoretada pode causar a tal fiuorose.
Não está no rótulo Entre as marcas de creme dental infantil fluoretado mais conhecidas, nenhuma orienta o consumidor sobre a quantidade que pode ser colocada nas cerdas nem adverte sobre os perigos da ingestão de flúor. Limitam-se a informar, em letras minúsculas, que o produto não deve Ser engolido e que precisa ficar longe do alcance das crianças menores de 6 anos – tudo muito vago.
A língua dos adolescentes Você já ouviu falar em odontohebiatria? Trata-se de uma nova área da odontologia voltada para a faixa dos 10 aos 20 anos. Ainda não é uma especialidade reconhecida, mas tem tudo para vir a ser. A idéia é oferecer um atendimento diferenciado nessa fase, em que são grandes as mudanças físicas e comportamentais. “As alterações hormonais e no pH da boca podem provocar problemas na gengiva, favorecer o aparecimento de bactérias e levar à desmineralização dos dentes”, alerta Sandra Kalil Bussadori, professora da Universidade Metropolitana de Santos, no litoral paulista.
Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.
