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A fim de melhorar a aparência, brasileiros enfrentam anestesia, bisturi e o desconforto…

A fim de melhorar a aparência, 175 mil brasileiros enfrentaram anestesia, bisturi e o desconforto de um pós-operatório no ano de 2000. Esse desejo coletivo de conseguir um corpo mais bonito levou o nosso país ao segundo lugar no ranking dos campeões em cirurgias estéticas, só perdendo para os Estados Unidos As cirurgias mais realizadas Lipoaspiração 400/0 Aumento ou redução das mamas 30% Face (pálpebras, nariz, entre outras) 20% Outras 100/0.
As cirurgias nas mamas podem prejudicar a amamentação? Depende da cirurgia. A de redução, quando é necessário retirar além de gordura parte da glândula mamária, pode, sim, comprometer a amamentação. “Isso acontece em mamas muito volumosas”, revela o cirurgião Helton Traber, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Se a intenção é dar apenas uma levantadinha nos seios, não há perigo. No caso de implante de silicone o risco varia de acordo com a técnica usada.
Se eu fizer cirurgias no abdômen e nos seios e engravidar conseguirei voltar ao corpo de antes? A gravidez sempre altera o corpo da mulher e essa regra serve também para as mães que encararam uma plástica antes de engravidar. “Mesmo assim, aquelas que passaram pela cirurgia vão ter um prejuízo bem menor do que as outras”, avalia João Carlos Sampaio Góes. O que não quer dizer que dá para relaxar na gestação. É fundamental ganhar apenas os quilos necessários para garantir a saúde do bebê. Aliás, qualquer pessoa que faça uma plástica deve procurar manter o peso depois. A atividade física também é importante, pois garante um bom tônus muscular e prolonga o resultado da cirurgia. Por onde entra o silicone Isso faz diferença na hora da ornamentação Se a prótese for inserida através de um corte no mamilo, há risco de haver uma ruptura dos canais por onde o leite passa. Caso ela seja introduzida por uma incisão na axila, não existe o perigo de afetar a estrutura envolvida na amamentação.
É possível fazer uma cirurgia para modificar o formato dos seios sem alterar seu tamanho? Sim. “Essas intervenções são conhecidas como ptoses das mamas, mas a indicação é rara”, conta Marcus Castro Ferreira, cirurgião plástico do Hospital das Clínicas de São Paulo. Normalmente são realizadas em mulheres que depois de várias gravidezes ficaram com os seios caídos, mas estão satisfeitas com o tamanho. Nesse caso, o cirurgião apenas corrige a forma das mamas.
É verdade que a prótese mamária de silicone deve ser troca da a cada dez anos? Essa regra não precisa ser levada ao pé da letra, mas é imprescindível que a prótese seja examinada pelo médico nesse intervalo de tempo. Ele define o momento certo de substituí-la. Isso acontece inevitavelmente. Afinal, ela é um objeto estranho ao organismo, que reage produzindo um tipo de cicatriz ao seu redor. Depois de anos é natural que essa bolsa de silicone fique deformada e, pior, com o risco de se romper. “Sabemos que em 12 anos 50% dos implantes apresentam problemas e em 20 anos esse número pula para 90%”, contabiliza o cirurgião plástico Helton Traber de Castilho.
Posso fazer uma cirurgia para corrigir a cicatriz deixada por uma operação anterior? Sim. Algumas técnicas tentam refazer ou mesmo esconder a cicatriz. “Assim é possível suavizá-la, mas a pele não fica completamente intacta”, avisa Emi Bonetti. Tratamentos no dermatologista e o uso de cremes em casa também amenizam a marca. Mas, para não ficar com vestígios da cirurgia, a melhor dica é mesmo seguir à risca as recomendações do médico no pós-operatório.
Como é o processo de recuperação de uma cirurgia plástica? Isso varia de cirurgia para cirurgia. “Existem mais de mil procedimentos com processos de recuperação diferentes”, diz Marcus Castro Ferreira. “As condições físicas do paciente também contam”, completa Erni L. Bonetti. De forma geral é importante que a pessoa passe por um período de repouso absoluto ou relativo e evite se expor ao sol por um mês no mínimo. A lipoaspiração oferece risco de vida? O risco é o mesmo de qualquer intervenção desse porte. Quem entra no centro cirúrgico para fazer uma operação, seja ela qual for já está sujeito a complicações da anestesia, por exemplo, que podem ser fatais. As estatísticas são favoráveis – que bom! “Estima-se que um entre 900 mil pacientes apresentem algum problema”, calcula Helton Traber de Castilho. “É como viajar de avião. Embora os acidentes sejam raros, ninguém garante que não vai cair”, compara Marcus Castro Ferreira. Aqui não estamos discutindo a competência do médico. Claro que entregar seu corpo a um profissional habilitado é a melhor forma de se proteger, mas intercorrências podem acontecer qualquer situação.
Como posso saber se um cirurgião se um cirurgião é confiável? O primeiro passo é descobrir se ele faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Para isso basta consultar o site www.cirurgiaplastica.org.br ou ligar para (11) 3826-1499. “Os membros da entidade são avaliados anualmente e recebem um selo de qualidade”, conta Helton Traber de Castilho. “Outra dica é bater um papo com vários médicos, mesmo que de outras especialidades, para coletar condições de trabalho”, aconselha João Carlos Sampaio Góes.

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

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