O uso de plantas medicinais não prejudica o organismo humano. Ao contrário dos medicamentos químicos, que geralmente expõem o paciente a efeitos colaterais, os recursos fitoterápicos e nutricionais restauram a saúde e promovem o bem-estar sem causar dano ao organismo. Entretanto, o usuário de terapias naturais deve ter em mente que o êxito do tratamento depende, quase sempre, de uso persistente dos recursos indicados.
Deve estar prevenido, também, para a “crise curativa”. O termo refere-se ao agravamento aparente do quadro clínico após o início do tratamento. Assustadas com as reações do corpo, algumas pessoas abandonam o tratamento. Não deveriam, pois na realidade a “crise curativa” indica o expurgo da enfermidade.
Por não conhecerem a dinâmica da cura muitas pessoas não obtêm sucesso nos tratamentos.
O fenômeno pode ocorrer também em pacientes medicados com substâncias químicas.
Embora de modo geral o tratamento natural seja mais simples que os recursos alopatas, existem alguns cuidados que devem ser considerados:

QUALIDADE DAS PLANTAS

O ideal é que a família cultive as plantas medicinais de uso mais freqüente. Não é necessário muito espaço. Basta um ou dois caixotes de madeira para cultivar várias espécies.
Para que as plantas não percam valor medicinal, devem ser colhidas durante o dia. Nos casos em que for necessário secá-las, isso deve ser feito à sombra. Incidindo diretamente sobre a planta, os raios solares fazem evaporar substâncias terapêuticas.
As raízes, antes de serem postas para secar, devem ser lavadas cuidadosamente e cortadas em pedaços pequenos. Partes machucadas ou estragadas devem ser descartadas.
Depois de secas, folhas, raízes e flores podem ser armazenadas para uso posterior. Um cuidado fundamental é examiná-las periodicamente para garantir que umidade, fungos ou insetos não comprometam o uso das plantas.


DOSAGEM


Em fitoterapia e trofoterapia, não existe dosagem absoluta. Na alopatia, a precisão da dosagem é necessária, pois os agentes terapêuticos são apresentados em forma concentrada. Na medicina natural não é assim. Não corre nenhum risco a pessoa que preparar chá com alguns gramas de ervas a mais ou a menos. Não sofrerá efeito contrário a pessoa que ingerir uma xícara de chá além do recomendado.
Por outro lado, vale lembrar que consumir chá em alta dosagem não significa apressar ou potencializar a cura. A quantidade indicada nas receitas prevê a capacidade do organismo assimilaras substâncias em condição normal.
Evidentemente, os excessos podem ser prejudiciais. Os chás destinados a uso externo, como banhos, compressas, inalações e gargarejos, devem ser mais fortes que os destinados à ingestão.
O momento ideal para tomar chás é de manhã, em jejum, e à noite antes de deitar-se. Se forem tomados aos poucos, em colheradas de hora em hora, também proporcionam resultado satisfatório.
A terapia natural não se propõe extirpar o mal. O que ela faz é suprir o organismo das substâncias que este necessita para reagir aos agentes agressores e restabelecer a normalidade. Em função disso, a duração dos tratamentos depende de muitas variáveis. Entre elas, destacamos como fatores determinantes as características orgânicas do indivíduo, o estágio da enfermidade, a disposição mental do enfermo, condições ambientais, e histórico clínico.
Entretanto, para auxiliar as pessoas com pouca experiência em terapias naturais, sugerimos um referencial de duração de tratamentos:

Hidroterapia e Geoterapia

Os tratamentos hidroterápicos e geoterápicos têm duração curta.
O objetivo é estimular reação orgânica capaz de combater o mal. Por isso, em condições normais, devem ser aplicados durante no máximo cinco dias. Em casos excepcionais, e sob orientação de terapeuta especializado, os tratamentos podem prolongar-se por tempo maior.

Texto extraído do livro “Medicina Alternativa de A a Z”, Carlos Nascimento Spethmann.

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Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

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