terça-feira, 26 de maio de 2026 16:37:41

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Aconselhamento – Perante o bem e o mal… Escolha!

Perante o bem e o mal… Escolha! O conselho é a influência do educador sobre o educando mais pela apresentação dos valores do que pela obrigatoriedade autoritária. É uma manifestação branda da vontade do educador, que consiste na auto-realização do educando. As características do conselho são a liberdade que se dá ao educando e a acentuação de sua autonomia. Diz Bollow: “O conselho coloca-se desinteressadamente a serviço do outro para as decisões a tomar.” O conselho é a profilaxia pedagógica: mostram-se possibilidades, apontam-se caminhos e fornecem-se valores à deliberação, diante dos quais o educando poderá fazer uma escolha em grande parte livre e autônoma.
Um bom aconselhamento cria e aprofunda relações mútuas de confiança. Os pressupostos da orientação são: o interesse e o amor pedagógico pelo educando, prudência, maturidade psíquica, benevolência e concessão de liberdade ao educando, por conhecer as peculiaridades e a situação da juventude. Para Henz Hubert, o orientador: “Deve aceitar e respeitar os jovens como parceiros e pessoas de igual valor, confiando neles, sabendo e acreditando que eles desejam o melhor” .O aconselhador precisa possuir grande capacidade de sentir com a juventude e disposição para ouvi-la.
Não deve presumir demais dos seus conhecimentos. Um provérbio português diz: “Quem muito confia em si, nunca será bom guia”. Só é um bom guia aquele que de fato se deixa aconselhar. As bases psicológicas do orientador devem ser: o desejo de ajudar, promover, poupar experiências negativas e despertar a consciência do dever, criando uma vontade firme de vencer, visando plena auto-realização terrena e eterna do educando.
Não se espera resultados imediatos. Quando muito, se admitirá que se tome como ponto de honra não encaminhar nenhum educando despreparado para a vida (daí os conselhos que muitas vezes se dão ainda na última hora). O conselheiro pode também referir-se a fatos de sua experiência, a fim de dizer ao educando: “Você faça melhor”.
Isso será particularmente eficaz quando ligado a uma abertura de si mesmo e uma humilhação, confessando abertamente os erros. As bases no educando são a incerteza da decisão, a vontade de aprender com a experiência dos mais velhos e a confiança no educador. O educador, para orientar, deve ser um perfeito espelho a fim de que seja imitado.

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional.

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