Estrias já foram consideradas de difícil tratamento ou, quando muito antigas, irreversíveis. A boa notícia é que os últimos congressos de estética e dermatologia apresentaram novas técnicas capazes de restaurar a pele de forma até então impossível, pericialmente para as marcas já esbranquiçadas.Se você sofre com o problema, pode comemorar. Mas saiba que uma das velhas máximas sobre essas mal traçadas linhas ainda vale: quanto antes elas forem tratadas, melhor.
Causadas pelo rompimento de fibras de sustentação da pele (resultado de gravidez, crescimento, efeito sanfona…), as estrias primeiro são vermelhas, sem relevo. Nessa etapa, que corresponde ao começo do processo inflamatório, o tratamento é mais rápido e eficaz depois, quando as marcas ficam brancas, fundas e largas, a inflamação cessa e se inicia a cicatrização. Portanto, se você quer uma solução, confira as novidades em tratamentos e apresse-se (procurando sempre uma clínica conhecida e certificando-se de que será atendida por um profissional médico). STARLUX 1540 Fractional, da empresa americana Palomar (aprovado pelo FDA e pela ANVISA, já está em uso no Brasil)Indicação: estrias de todo tipo, inclusive as brancas e antigas.
Como funciona: ao atingir a derme, o feixe de luz estimula a produção de colágeno e elastina. Número de sessões: quatro ou cinco de 40 a 60 minutos cada. Nível de dor: indolor. Anestesia: às vezes, usa-se pomada.
Day after: uma leve vermelhidão (que some em poucas horas).
Contraindicações: gravidez. O que promete: melhora de 30% já na primeira sessão. O tratamento completo recupera 80% da pele. Vantagem sobre os já existentes: ao contrário do concorrente Fraxel, é quase indolor. E custa menos. VEGELIP3, creme manipulado pela brasileira Via Farma (não requer aprovação da ANVISA e já está em uso). Indicação: estrias vermelhas. Como funciona: um mix de lipídios vegetais tem a função de promover a cicatrização do tecido ao normalizar e regenerar células da epiderme e da derme superficial.
Aplicação: feita duas vezes ao dia durante um ano. Nível de dor: nenhum. Anestesia: não é usada.
Day after: eritema e queimação inicial, que cessam com o uso contínuo. Contraindicações: não há. Mas o produto tem consistência pegajosa e cheiro desagradável. O que promete: resultados após três meses, com melhora efetiva apenas no final do tratamento. Vantagem sobre os já existentes: ao contrário das formulações com ácido retinoico, o Vegelip3 não irrita e pode ser usado durante o verão. VIP COMPLEX Millenium III – Cromosystem, da italiana VIP SRL (aprovado pelo FDA e pela ANVISA, já está em uso no Brasil) Indicação: tratamento de estrias recentes, vermelhas.
Como funciona: microlâmpadas irradiam luz colorida sobre a área a ser tratada. Segundo a cromoterapia, as cores têm poderes antiinflamatórios, renovadores e estimuladores, entre outros. Número de sessões: de 10 a 15, com duração de 20 minutos cada uma. Nível de dor: nenhuma. Anestesia: não é usada.
Day after: sem sintomas. Contra indicações: gravidez. O que promete: resultados a partir da primeira sessão. Vantagem sobre os já existentes: inédito para estrias, não possui concorrente. FRAXEL, da americana Reliant (aprovado pelo FDA e pela ANVISA, já está em uso no Brasil) Indicação: estrias brancas (antigas) e vermelhas (recentes). Como funciona: um jato de laser atinge a pele, deixando parte dela ferida e parte dela intacta. A área intacta estimula a cicatrização mais acelerada e a consequente renovação da pele. Número de sessões: pelo menos três, de até 60 minutos cada uma. Nível de dor: moderado a intenso. Anestesia: creme anestésico. Day after: ardor e vermelhidão durante alguns dias. Contra indicações: gravidez. O que promete: resultados depois da primeira sessão.
Vantagem sobre os já existentes: o período de recuperação é mais curto que o do CO2 fracionado.ACCENT XL, da israelense Alma Lasers (aprovado pelo FDA e pela ANVISA, já está em uso no Brasil) Indicação: estrias brancas (antigas), especialmente para áreas que tenham também uma flacidez leve ou moderada. Para as estrias muito fundas e largas, ele é indicado associado a outros tratamentos. Como funciona: trata-se de um aparelho de radiofreqüência que promove um aquecimento profundo da derme. A alta temperatura estimula a formação de colágeno, restaurando as fibras que haviam sido rompidas.
Número de sessões: de 10 a 20, com duração de 15 a 20 minutos cada uma, por área tratada. Nível de dor: leve a moderado. A sensação durante a aplicação é mais de calor do que de dor.
Anestesia: creme anestésico antes do procedimento, se o paciente for muito sensível à dor. Day after: não existem efeitos colaterais conhecidos. Contra-indicações: gravidez e uso de marca-passo cardíaco. O que promete: resultados após a quinta ou a sexta sessão. Vantagem sobre os já existentes: é mais barato do que o Thermacool (principal concorrente).

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

By luizccm

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