Conheça as novidades no combate aos terríveis furinhos para você desfilar linda, leve e segura… E com a pele lisinha, driblar a celulite sempre foi uma das maiores preocupações do universo feminino. Isso porque, a danada cisma em aparecer até nas mais magrinhas! E, muitas vezes, mesmo investindo em tratamentos ultramodernos e cremes superpoderosos, o tal efeito casca de laranja insiste em dar o ar da graça e resiste em sumir. De olho nesse problema, médicos do mundo todo se reuniram no II Simpósio Internacional de Celulite, no Rio de Janeiro, para discutir as novidades que existem para abordar e tratar o problema. A dermatologista gaúcha Dóris Hexsel, presidente do simpósio, faz um anúncio preocupante: diferentemente do que diz a literatura médica, ela acredita que 99% das mulheres têm celulite. O número de casos vem aumentando com o passar do tempo.
Se analisarmos a pele de mulheres de três gerações avó, mãe e filha , perceberemos que a aparência pregueada da epiderme é mais evidente na jovem. E o impacto social que o problema causa também é maior e mais sério hoje que antigamente. Os médicos classificam a celulite em graus. Dependendo das características que o problema apresenta, ele pode estar situado do nível I (percebido apenas quando a pele é apertada) ao IV (quando existem nódulos e fibrose e, em alguns casos, até mesmo dor). Entretanto, os especialistas propõem uma nova organização. Os estágios foram subdivididos e as características da celulite estão mais detalhadas, explica Ddóris Hexsel.
Hoje, levamos em conta, por exemplo, a flacidez e o envelhecimento da pele. São dados que ajudarão a definir o tratamento mais eficaz, defende. Para Eloísa Aayres, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Fluminense, a nova classificação permite avaliar melhor a gravidade das alterações, o que ajudará no diagnóstico ideal e na indicação de terapias certeiras. Essa severidade é organizada de acordo com uma escala fotonumérica baseada nas informações obtidas de fotografias da pele, nas quais são avaliados cinco aspectos: número de depressões evidentes, profundidade destas depressões, aparência clínica de lesões elevadas, presença de flacidez e grau da celulite, diz a médica.
Direto ao alvo com tecnologias diferentes, como radiofreqüência e infravermelho, alguns procedimentos conseguem penetrar na epiderme com segurança, destruir os nódulos de gordura e melhorar a textura da pele. A celulite é uma doença multifatorial, o que significa que são vários os pontos envolvidos no seu desenvolvimento. Por essa razão, o tratamento não pode ser focado somente em um, ou seja: não há uma técnica ideal, mas sim várias realizadas em conjunto para melhorar o problema, explica a dermatologista Magda Weber (RS). A radiofreqüência que quebra as células adiposas, ativa a formação de colágeno e promove um lifting, e o Uultracontour, que por meio de ondas de ultra-som destrói o excesso de gordura, são os mais badalados. Mas o Velashape, sucesso nos Estados Unidos, aterrissa por aqui e promete desbancar a supremacia dos outros. O Faadda, órgão americano que regula a venda de remédios e alimentos, comprovou a eficácia do tratamento: segundo estudos, a celulite pode diminuir em até 80% e a textura e a consistência da pele também melhoram bastante. Esse resultado só é possível porque o aparelho reúne três métodos: endermologia, radiofreqüência e raios infravermelhos. O primeiro rompe as traves formadas entre a célula de gordura e a pele, responsáveis pelas depressões cutâneas. Ele também faz uma massagem que facilita a drenagem e a penetração de outras terapias. A radiofreqüência contrai as fibras de colágeno e deixa a pele mais firme, enquanto os raios infravermelhos combatem a flacidez.
Enquanto o Celluqol, um questionário realizado com mulheres que sentem o problema na pele e suas maiores queixas, que está sendo feita pela equipe da médica Magda Weber, não fica pronto, vale seguir preceitos básicos. Todo mundo sabe, por exemplo, que praticar exercícios e se alimentar corretamente são fundamentais para a boa forma. Segundo o dermatologista carioca Marcio Serra, vice-presidente do simpósio, essa dupla de cuidados continua importantíssima para combater e prevenir a celulite. “Um bom planejamento alimentar e um programa de atividade física são fundamentais para cuidar da pele. Os tratamentos e cremes são ótimos, mas não suficientes”, insiste o médico. Por isso, invista num cardápio balanceado. Um chocolatinho às vezes está liberado, mas consuma doses adequadas de carboidratos complexos (pães, massas, farinhas e alimentos integrais), proteínas (leite, ovos, carnes magras e queijo branco), gorduras (prefira as polinsaturadas, como os óleos vegetais e de peixes, por exemplo, sardinha, atum, bacalhau e salmão) e fibras (frutas, verduras e legumes). E não se esqueça de reforçar a ingestão de líquidos para ajudar a eliminar as toxinas. Além da água, vale beber chás e sucos naturais.
O que se sabe é que pode ser um substituto à altura do Llipostabil”, conta Serra. Vamos ficar atentas e em contagem regressiva: se o ingrediente mostrar performance tão promissora, mesmo, vão bastar algumas aplicações para ter as coxas e o bumbum lisinhos e muito bem desenhados. “As drogas lipolíticas injetáveis também são boa opção para tratar as alterações subcutâneas. Mas ainda não existem estudos científicos que comprovem sua eficácia. Os bons resultados são percebidos com a prática”, comenta o médico Marcio “A grande novidade diz respeito às pesquisas desenvolvidas com o desoxicolato sódico. Substância já obteve registro na Agência Nacional de Vigilância. O desejo de todas nós é tomar uma pílula que faça sumir todas as imperfeições, certo? O tal remédio mágico ainda não existe, mas já há algumas opções que auxiliam no tratamento. Os laboratórios da L’Oréal, em parceria com a Nestlé, por exemplo, lançaram o Iinnéov Celulite.
Ainda sem comercialização por aqui, é uma cápsula formulada à base de cálcio, extrato de chá verde e glucosamina marinha, que ajuda a drenar o tecido e a driblar o acúmulo de células gordurosas. o médico Gustavo Lleibaschoff, presidente da Iicam USA usa, associação que reúne consultores internacionais especializados em Medicina Estética, comprimidos formulados com derivados de plantas podem colaborar na guerra contra as terríveis depressões. Ginkgo biloba, centelha-asiática, ruscus e ativos extraídos da benzopirona estimulam a microcirculação sangüínea e ajudam, sim, a reduzir o acúmulo de gordura e os furinhos. Mas, como as pesquisas ainda estão em andamento, não tome nenhuma fórmula sem conversar com um especialista no assunto.
Quando os furinhos permanecem, mesmo depois de sessões extras de terapias high-tech e cremes poderosos, ainda é possível recorrer ao uso do ácido hialurônico. A técnica é a mesma usada para preencher as rugas faciais, conta a dermatologista Patrícia Rittes (SP). Em uma única sessão, e com anestesia local, injetamos o ativo nas depressões resistentes. O resultado aparece na hora: a pele fica lisinha e com uma textura macia.
A vantagem do ácido é que ele é uma substância produzida pelo nosso organismo e, por isso, é raro ocorrer rejeição ou alergia. A desvantagem é o preço. Como são necessárias de duas a quatro ampolas do produto, o tratamento pode chegar a custar R$ 2.500, em média. É bom lembrar que a recomendação desse preenchimento é restrita: quando a celulite é persistente e não há tempo de realizar terapias que pedem várias visitas ao consultório, lembra a médica. O resultado dura de seis meses a um ano e meio, quando é necessário repetir a aplicação.

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

By luizccm

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *