"Como qualquer outro bicho de estimação, a chinchila precisa visitar o veterinário de tempos em tempos", diz o especialista Roberto Fecchio, do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Outra recomendação que não é nada diferente: lavar as mãos depois de brincar com o bicho ou de limpar o seu canto, no caso a gaiola.
A chinchila, ela própria, é bem resistente. Quando adoece, os problemas mais comuns são de pele, além de diarréias, conjuntivite e pneumonia. Uma coisa é certa: ela precisa de espaço para se exercitar. "É importante que a gaiola seja alta e equipada com prateleiras para que faça suas escaladas", recomenda Fecchio. Outros itens essenciais são uma roda e uma casinha, além de comedouro e bebedouro. O piso deve ser recoberto com feno e, sim, é bom que a limpeza seja diária. Mais: a temperatura ambiente não pode ultrapassar 30 graus Celsius.
Para o banho, por favor, nada de água. Use um recipiente com carbonato de cálcio, uma substância semelhante à areia, que pode ficar na gaiola durante uns dez minutos. E, aí, você verá a chinchila literalmente deitar e rolar nessa banheira seca. Ao sair de lá, estará com pêlo e pele limpinhos. "Trata-se de um desengordurante que, além de tirar a sujeira, resfresca o animal", explica Fecchio.
Nem sequer no quesito comida a chinchila dá trabalho. Já existem rações balanceadas próprias para ela. "Se quiser, complemente com frutas, como maçã, pêra e uva passa", sugere o veterinário Alexandre Pessoa, especializado em animais exóticos, em São Paulo. E, se você pensa que o roedor tem que ficar preso 24 horas por dia, engana-se. Na companhia do dono, ele pode passear livremente pela casa. Só precisa ser mantido longe de fios elétricos e objetos capazes de machucá-lo.
