A chegada de pássaros migratórios no Pantanal, no Centro-Oeste do Brail, tem atraído turistas do exterior e movimentado de naneira considerável a economia da região. De acordo com o guia Marcello Goering Silva, especialista em ves, cada turista estrangeiro asta, em média, R$ 1.000 ar dia no País. "Quem vem para observar fica pelo menos cinco dias. Tem alguns que passam 15 dias catalogando", relata. "Atualmente, 90% dos visitantes com quem trabalho são estrangeiros. Destes, uns 70% viajam pensando nos pássaros."

Os turistas são atraídos pelo aumento do número de espécies durante o inverno. Em julho é comum pássaros de países vizinhos migrarem em busca de alimento. Além disso, grupos que deixam o Canadá em direção à Patagônia, no sul da Argentina, também passam pela região. A observação costuma ser feita com binóculos, câmeras fotográficas, blocos de anotação e catálogos. Araras-azuis, papagaios, tucanos, tuiuiús e saracuras se destacam entre uma variedade enorme.

"A diversidade é muito grande. Temos mais de 650 variedades na região e muitas pousadas têm se es peci alizado neste tipo de passeio. Os turistas estrangeiros costumam ser exigentes e é necessária uma boa estrutura para atendê-los", relata Nilde Brun, presidente da Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul (Fundtur), órgão estatal favorável à prática. "É um tipo de turismo que não tem barulho, não causa danos à natureza e envolve a contemplação do ambiente. É o ideal para uma região como o Pantanal", defende Brun.

Além de ajudar na identificação visual, alguns guias como Goering Silva também orientam os visitantes quanto ao canto de cada tipo de passarinho. Nativo da região (leia mais ao lado), ele sabe imitar os sons de 236 espécies e consegue atrair os pássaros assobiando. O período mais adequado para observação de espécies vai de julho a setembro. Em outubro, com as cheias provocadas pela chuva, muitas aves deixam a região.