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A riqueza nutricional dos frutos e raízes do umbuzeiro – O nome científico do umbu é Spondias tuberosa Arruda…

A riqueza nutricional dos frutos e raízes do umbuzeiro justificam o nome de “árvore sagrada do sertão” O nome científico do umbu é Spondias tuberosa Arruda, conhecido nos tempos do Brasil Colônia como ambu, imbu ou ombu, nomes originados do tupi-guarani “y-mbu”, que significava “árvore-que-dá-de-beber”. Acontece que na raiz do umbuzeiro encontra-se uma espécie de batata (denominada xeropódio) que armazena a água que a planta utiliza nos períodos mais secos. Um único umbuzeiro pode acumular até dois mil litros de água em suas raízes. Por esse motivo, não há seca que tire o verde de suas folhas ou que não permita a produção de frutos. Devido a importância de suas raízes, foi chamada de “árvore sagrada do sertão” pelo escritor Euclides da Cunha. O umbuzeiro é nativo dos chapadões semi-áridos do Nordeste Brasileiro, desenvolvendo-se bem nas regiões do Agreste (Piauí), Cariris (Paraíba), Caatinga (Pernambuco e Bahia) e no Norte de Minas Gerais. As regiões econômicas do Baixo e Médio São Francisco, Nordeste e Sudoeste são importantes produtoras de umbu na Bahia. A árvore do umbuzeiro tem pequeno porte chegando a cerca de seis metros de altura.
O tronco curto é encimado por galhos entrelaçados que formam copa ampla com diâmetro de 10 a 15 metros, projetando densa sombra sobre o solo. É uma planta de vida longa, podendo viver até 200 anos. Cada árvore produz até 300 kg de fruto por safra, dando assim um total de 15 mil frutos. Os agrônomos descobriram que quanto mais velha, maior é a produção. O umbuzeiro possui muitas utilidades. A raiz, também conhecida pelos nomes de batata-do-umbu, cafofa ou cunca, é suculenta e de sabor adocicado. É utilizada para saciar a sede e a fome do sertanejo na época da seca.
Da raiz também se extrai uma farinha comestível. As folhas verdes e frescas são consumi das por animais (ovinos, caprinos, bovinos, veados, e outros) e podem ser usadas, frescas ou refogadas na alimentação do ser humano. O fruto, ou umbu, tem cor amarelo-esverdeada e apresenta forma arredondada ou ovalada. É constituído por uma casca fina, polpa comestível branca, quase aquosa quando madura, e um único caroço. Possui sabor adocicado, porém ácido. Pode ser consumido in natura, ou utilizado na fabricação de polpa congelada, sucos, sorvetes, doces, geléias, cristalizados, passas, picles, entre outros produtos. O fruto fresco ainda serve de alimento para os animais.
O umbu continua amadurecendo depois da colheita. Como os frutos maduros não resistem bem ao transporte, são colhidos ainda verdes a fim de reduzir as perdas. Mas, mesmo assim, a polpa vai se liquefazendo com o processo de amadurecimento, sendo que o prazo entre transporte e comercialização deve ser de 2 a 4 dias. A safra do umbu ocorre de janeiro a abril, quando o mesmo gera emprego e renda familiar a muitas pessoas do sertão nordestino. Durante a safra, muitos agricultores da região trocam as lavouras por longas caminhadas na trilha dos umbuzeiros, onde buscam o que comer e o que vender. Na Bahia, além de ser exportado, o doce de umbu está sendo usado para reforçar a merenda escolar das escolas da região.
O censo do IBGE de 1996, considera o umbu um produto de extração vegetal (não cultivado), coletado em árvores que crescem espontaneamente na savana estépica, importante economicamente por fornecer madeira, celulose, fármaco, alimento e bebida. Uma pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFB), professora Maria Spínola, diz que o umbu ainda é uma fruta pouco estudada, mas algumas propriedades medicinais já estão comprovadas. O umbu possui metade da vitamina C do suco de laranja. Na medicina caseira, a água da batata do umbuzeiro é utilizada como vermífugo e antidiarreico.

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

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