quinta-feira, 28 de maio de 2026 17:58:36

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Deus, Deuses e Mitos: Deus verdadeiro é um só – A mitologia, na Bíblia e fora dela, está repleta de…

A mitologia, na Bíblia e fora dela, está repleta de episódios simbólicos, que podem ser verdadeiros ou não. Deus verdadeiro é um só, como a verdade em relação ao que Lhe é diferente é também uma só. A mitologia está cheia de episódios simbólicos, sendo uns verdadeiros e outros falsos ou fantasiosos, dependendo de como os vemos. Era mítico o conhecimento humano primitivo. Os mitos se transformam. E muitos são os seus tipos: o mito da caverna de Platão; o do Cristo Solar; os que envolvem os astros e seres da natureza; o do eterno retorno bíblico e defendido por Nietzsche.
“O que foi, é o que há de ser; e o que se fez isso se tornará a fazer; nada há, pois, de novo debaixo do Sol” (Eclesiastes 1,9). Os mitos se originam das religiões, da astrologia, da ciência, do esporte, das histórias heróicas, dos arquétipos, dos inconscientes coletivos e, em particular, das heranças genéticas e espirituais, dos sinais, símbolos, ritos e da reencarnação, que é o mito do nascimento e da morte. “É um grande erro supor que a alma da criança seria uma tábula rasa no sentido de que nada houvesse dentro dela” (Jung, citado por Jolande Jacobi, Complexo, Arquétipo, Símbolo, pág. 48, Ed. Cultrix). Há mitos na Bíblia, a qual, a exemplo de outros povos, chama de deuses os espíritos humanos desencarnados e encarnados (Salmos 82, 6, 1 Samuel, 28,13 e João 10, 34), o que poderia explicar as estranhas narrativas mitológicas de deuses casando-se e tendo filhos. E só sob a ótica da reencarnação podemos entender que as filhas de Pélias cortaram o pai em pedaços e o cozinharam em um caldeirão, para que ele rejuvenescesse. Também a metamorfose desses deuses nos dá uma idéia da metempsicose. E o deus romano Baco (o Dioniso dos gregos), apreciador do vinho, deriva do verbo grego bakkheúein, “entrar em transe”. Realmente, o vinho leva a um transe artificial, à embriaguez. Eis um mito ainda em evolução: comemorava-se, em 15 de agosto, a Festa das Tochas, em homenagem à grande deusa Lua, da qual surgiu a Assunção de Maria. E afirmou Inocêncio 3º (papa de 1198 a 1216): “É para a Lua que deve olhar todo aquele que se acha enterrado na sombra do pecado e da iniqüidade. Tendo perdido a graça divina, o dia desaparece. Não há mais sol. Que se dirija a Maria: sob sua influência, milhares encontram diariamente seu caminho para Deus” (Junito de Souza Brandão, Mitologia Grega, vol.2, pág. 78, Ed. Vozes). José Reis Chaves, teósofo e biblista, é autor de Quando Chega a Verdade (Ed. Marlin Claret).

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

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