segunda-feira, 25 de maio de 2026 16:25:17

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A carne e os Hormônios – Tão mais perigosos do que…

Tão mais perigosos do que os elementos químicos que constituem a carne, são os corpos estranhos que podem contaminá-la por culpa de criadores e comerciantes inescrupulosos. Hormônios, agrotóxicos, antibióticos e bactérias são alguns dos invasores que o consumidor pode estar trazendo para casa junto com um suculento filé. A carne de gado pode estar contaminada por resíduos de agrotóxicos, bem como por uso de carrapaticidas, vermífugos e outros remédios. É cada vez mais comum o uso de hormônios que aumentam o peso do boi, embora seu uso seja proibido no Brasil. Eles servem para aumentar a síntese de proteína do animal e, consequentemente, sua musculatura, resultando num ganho de peso de 6% a 8%. Entre os vários tipos de drogas usadas com esse fim, o mais perigoso, e por isso proibido em vários países, é o hormônio sintético feminino dietilestilbestrol, conhecido como DES e considerado cancerígeno.
Em ratos de laboratório, comprovou-se que o DES causa tumores na próstata, testículos, rins, medula, bexiga, colo do útero, mama e endométrio. Alguns países, como Estados Unidos e Argentina, permitem, no entanto, o emprego de outros tipos de hormônios, que, aplicados em doses adequadas, não deixam resíduos nas carnes. Em doses elevadas, no entanto, são extremamente perigosos. Essas drogas podem interferir nos hormônios sexuais de quem consome a carne. No homem, isso representa o risco de ginecomastia (aumento das mamas) e impotência sexual.
Na mulher, distúrbios menstruais e infertilidade. Em crianças, pode até antecipar a puberdade. Quanto às substâncias químicas que seriam liberadas por causa do estresse sofrido pelo animal no momento do abate, um veterinário tranquiliza: “A catecolamina, substância semelhante à adrenalina, liberada pelo animal estressado, desnatura-se quando a carne é cozida. E mesmo que que coma carne crua, não haveria concentração suficiente da toxina para prejudicar o homem.” Cai outro mito. Acredita-se, também, que a digestão da carne é muito demorada, por isso ela “apodrece” no estômago. Segundo os especialistas, essa idéia é absurda. De fato, a digestão da carne é mais lenta do que a dos vegetais e carboidratos e, além do mais, a gordura estimula o centro de saciedade do cérebro, de modo que o consumidor desse alimento fica sem fome por mais tempo. Mas a idéia de que a carne apodrece é bobagem. O processo de digestão da carne é igual ao de qualquer outro alimento: após ser triturada na boca, ela sofre a ação de substâncias químicas produzidas por várias glândulas existentes no aparelho digestivo. E assim é liquefeita e decomposta nas suas várias substâncias. Cai mais um mito!

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional.

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