A luz são ondas eletro magnéticas que vão desde as ondas longas de rádio, até as ondas de radiação infra vermelha, passando pelos raios de luz visível e ultravioleta, até os raios X, raios gama e raios cósmicos. A luz visível tem um comprimento de onda variável entre 7.000 e 4.000 angström, que equivale , o angström à 0,oooooo1 milímetro, isto é a décima parte milionésima parte do milímetro, assim sendo nós vemos somente +- 3.000 angström de luz que é a ínfima porção de 0,0000003mm, ou seja a trigésima milionésima parte do milímetro. Além disso somente 10% da luz que entra nos olhos chega até as células receptoras. O globo ocular é formado de três partes : esclerótica, tractouveal e retina. Já o tractouveal compõe-se de: corpo ciliar, coróide e íris.
Na Iridologia a Íris é composta de quatro zonas: Pupilar, Iridal, Ciliar e Anéis nervosos. E contém seis camadas: Endotelial, Marginal anterior, Marginal posterior, Estroma iridal, Pigmentar anterior e Pigmentar posterior. Os sinais na Íris vem via comunicação direta do Sistema Nervoso Central através do gânglio ciliar e da cadeia simpática, pois qualquer alteração orgânica projeta imediatamente mudanças na cor e textura da Íris.
O nosso sistema nervoso divide-se em: sistema nervoso central e sistema nervoso autônomo. E o S.N.A. divide-se por sua vez em Simpático e Para simpático. Sendo que ambos enervam todas as partes do nosso corpo levando informes até o S.N.C.. O nervo óptico não é um sistema periférico, mas sim parte de um complexo central como a medula espinhal. Ele é vascularizado pelas artérias oftálmica e central da retina, o nervo óptico tem aproximadamente 5cm. Passa da órbita para a cavidade craniana pelo canal óptico do osso esfenóide na frente e acima da sela túrsica. Na verdade a Iridologia contemporânea recomeça com Ignaz von Peczley na Hungria onde ele nasceu em 16 de fevereiro de 1826, na cidade de Egewar.
Astrólogos a postos façam seu mapa! Quando completou 10 anos de idade apareceu no jardim de sua casa um mocho que ele no esforço de capturá-lo acaba por partir-lhe a asa, e imediatamente vê surgir na íris do animal um risco preto, o garoto põe-se a tratar da sua presa e percebe que enquanto o animal se recupera ,essa marca negra vai sendo coberta por uma fina película esbranquiçada, até que com a total recuperação da ave a marca em sua íris fica totalmente recoberta. Mais tarde Von Peczley já adulto envolve-se em luta política para a libertação de seu país e é preso.
Quando então se lembra da coruja e começa a olhar os olhos dos seus colegas de prisão. Quando é solto inicia então suas pesquisas, indo trabalhar no sanatório de um amigo com o diagnóstico pela íris. Volta então a ser preso agora é acusado de “exercício ilegal da medicina”, quando aproveita mais essa oportunidade para estudar a íris dos seus colegas de cela. Novamente é solto e claro volta a fazer o diagnóstico pela Íris com enorme sucesso e sua fama espalha-se por toda Europa acorrendo à ele pacientes de todos os países em busca de soluções para seus males. Mas agora chegam também aqueles que vendo os acertos de seus diagnósticos vem procurá-lo para aprender com ele seu método. Escreve então um livro em 1880 “DESCOBRIMENTO no REINO da NATUREZA e a ARTE de CURAR”. Dentre os seus muitos discípulos na época um dos principais foi um homeopata, Rev. Niels Liljequist que fez da Iridologia o trabalho da sua vida.
A Irisdiagnose embora possa parecer e muitos pensam que o seja, não é um exame oftalmológico, da medicina, para “ver” as doenças dos olhos; nem tampouco é semelhante ao exame de “fundo de olho”. Mas é sim o exame da Íris dos olhos, a parte colorida dos olhos, e dos sinais aí localizados e sua leitura por um BOM iridologista, nas suas relações reflexológicas; a Irioscopia faz parte do vastíssimo acervo de recursos terapêuticos da Medicina Natural.
Ela sempre foi praticada por todos os povos da antiguidade, tais como os chineses, os hindus, os egípcios, até mesmo no Tibet existem relatos. Também os gregos a praticaram com certeza pois o pai da medicina Hipócrates cita nos seus famosos Aforismos, que deve-se olhar em volta da “menina” (pupila) dos olhos (íris), para saber qual é a doença a tratar.
Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional.