quinta-feira, 28 de maio de 2026 17:56:39

Select your Top Menu from wp menus

É uma enfermidade infectocontagiosa crônica – Brucelose canina, um problema para quem cria cães

É uma enfermidade infectocontagiosa crônica que freqüentemente ocasiona aborto em cães, bovinos, ovinos, caprinos e suínos. Quanto à resistência, as espécies do gênero Brucella são bastante sensíveis aos desinfetantes comuns, à luz e à dessecação. Em cadáveres ou tecidos contaminados enterrados podem resistir vivas por um a dois meses em clima frio, mas morrem em 24 horas no verão ou regiões quentes. A pasteurização as mata e, portanto, também a simples fervura.
Epidemiologia: As bruceloses são enfermidades de distribuição mundial. O sexo, a estação do ano e o clima não têm influência na apresentação da doença, mas a idade sim, pois as brucellas são mais infectantes para animais jovens, ainda que possam ocorrer em outras faixas etárias. Não há transmissores nem vetores especiais e os principais reservatórios são os próprios animais doentes. As fontes de infecção mais comuns são a água, alimentos e fômites contaminados por aborto, placenta, secundinas e lóquios, mas em algumas espécies como a canina e a suína a brucelose é comumente de transmissão venérea (via coito). O animal adulto infectado não morre pela enfermidade.
Patologia: A Brucella canis costuma ficar localizada na genitália e linfonodos regionais tanto nos machos quanto nas fêmeas. Nos machos causa principalmente orquite e epididimite, e nas fêmeas aborto entre 44 e 55 dias de gestação, e metrite. A infertilidade é inevitável. A brucelose interespécies não é incomum, encontrando-se, por exemplo, infecções em cães por Brucella abortus e Brucella suis. A brucelose enfim, pode ser doença inter-espécies, ainda que o mais comum seja o agente de acordo com o hóspede de eleição. É importante ressaltar que todas as brucelas são patogênicas para o homem considerando-se assim uma zoonose. Clínica: Higromas, artrites e neonatos enfermos sempre devem merecer atenção como sinais suspeitos para possível diagnóstico de brucelose. Não há sintomas gerais como febre e outros, porque a doença tem tendência ao curso crônico e à endemicidade. Em alguns casos observa-se letargia, pelagem pobre, e rigidez nos movimentos dos membros posteriores.
Diagnóstico: A suspeita está baseada fundamentalmente nos sinais clínicos, entretanto o diagnóstico sempre será sorológico ou bacteriológico, porque há numerosas causas de aborto e porque os sinais de brucelose têm similares em outras enfermidades animais. Numerosos são os métodos soro lógicos para diagnóstico da brucelose. O antígeno utilizado em geral é o de Brucella abortus que dá reação cruzada com todas as brucellas patogênicas, exceto a Brucella canis, pois para esta é imprescindível usar o antígeno homólogo. Quando uma prova é positiva há grande probabilidade de que o animal seja doente uma vez que a brucelose é uma doença crônica. Quando a prova é suspeita deve ser repetida um a dois meses após. Caso se mantenha o mesmo título ou o título diminua, a prova e o animal serão julgados negativos, ou seja, sem brucelose. O diagnóstico bacteriano é feito sempre pelo isolamento e caracterização da brucella, a partir de: conteúdo gástrico de fetos abortados; leite, líquido de higroma; material de orquite; sêmen e outros materiais compatíveis com o diagnóstico da brucelose.
Prognóstico: Em condições naturais, o prognóstico da brucelose é bom quanto ao indivíduo, no sentido de não causar morte, entretanto, para a criação é mau porque a doença é crônica e de caráter endêmico. A brucelose é uma zoonose, pode ser contraída pelo homem. Cuidado!
Profilaxia: Não alimentar cães com leite e derivados sem pasteurizar ou ferver, nem com carne ou vísceras cruas ou malpassadas; exigir dos proprietários interessados no uso de fêmeas como reprodutoras, um teste sorológico de brucelose, como também exigir o teste para os machos reprodutores. A castração dos animais enfermos deve ser considerada, como também a eutanásia dos animais com dois testes positivos. Consideramos os seguintes itens, fundamentais para um perfeito esquema profilático:
1. Testar todos os cães do canil anualmente.
2. Testar as fêmeas selecionadas para a reprodução algumas semanas antes do acasalamento.
3. Não trazer nenhum cão novo para o canil antes de se ter dois testes negativos para brucelose.
4. Se uma fêmea abortar, isolá-la, fazer o teste, e desinfetar o local.
5. Se um macho perder o interesse no acasalamento ou falhar na produção algumas vezes, deve ser checado.
6. Consulte o seu veterinário quando tiver dúvidas, como também para adquirir mais informações sobre a brucelose, e alerte outros criadores sobre esta doença freqüente neste momento.

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

About The Author

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *