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Também foi determinada quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, sequestro, o bloqueio e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis do advogado e de suas empresas, incluindo aeronaves e embarcações.
O inquérito da PF aponta indícios de lavagem de dinheiro em que Tomaz e Flávio são alvos em esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que tem Moraes como relator do caso na Corte.
A investigação surgiu a partir da análise de movimentações ligadas ao setor de apostas. Uma empresa de propriedade de Willer Tomaz pagou voos de Flávio para a Europa em 2025, atuando como intermediária na compra das passagens usadas em viagens pessoais que envolveriam familiares de ambos.
O ministro também ordenou o cancelamento dos passaportes do investigado, inclusive um diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as companhias vinculadas a ele.
O empresário deixou o Brasil em 21 de agosto deste ano, com destino a Miami, EUA. Segundo a decisão, a justificativa de cancelar os passaportes devie-se ao argumento dos investigadors de que no exterior, o empresário pode destruir provas sobre fundos e empresas constituídos fora do Brasil.
Moraes determinou que bancos e instituições financeiras encaminhem, no prazo de 24 horas, informações sobre as contas bancárias das empresas vinculadas ao advogado, incluindo a identificação de antigos e atuais cotitulares.
A decisão também ordenou a comunicação imediata das medidas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à Superintendência de Seguros Privados (Susep) e à Receita Federal para que tomem as providências de bloqueio e monitoramento.
Em nota, a defesa do de Willer Tomaz afirmou que o valor bloqueado não corresponde ao seu patrimônio e que as medidas são desproporcionais e que a suspensão das atividades das empresas é punição antecipada, sem acusação formal ou condenação.
A investigação sobre Tomaz e Flávio no STF está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e deriva de uma apuração da PF sobre suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. Os investigadores encontraram indícios de que o advogado controla a Rede Loto, autorizada pelo governo do Rio de Janeiro a operar em maio de 2023.
A análise de dados obtidos após a quebra de sigilo telemático de Tomaz identificou mensagens e outros registros que indicariam proximidade entre ele e Flávio.
De acordo com as investigações, o advogado movimentou cerca de R$ 5 bilhões em plataformas de apostas on-line em 2025, segundo nota técnica do Ministério da Fazenda.
O documento, da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), de 1º de outubro de 2026, aponta que Tomaz foi a pessoa física com o maior volume de depósitos em bets no Brasil em 2025, quase o dobro do registrado pelo segundo colocado, além de saques de cerca de R$ 200 milhões na plataforma Blaze, operada pela Foggo Entertainment.
Em ação cível contra a Blaze, Tomaz alegou sofrer de ludopatia, condição associada ao vício em jogos, e pediu a devolução de R$ 163 milhões, apontando falhas no funcionamento da plataforma. Em 16 de outubro, a Justiça de São Paulo negou o pedido ao destacar que o advogado solicitou condições especiais para apostas de alto valor, incluindo mesas exclusivas de blackjack.
Em nota, a defesa de Tomaz afirmou que os recursos utilizados nas apostas têm origem lícita, são compatíveis com seus rendimentos e foram declarados à Receita Federal.
Flávio Bolsonaro classificou o inquérito como “fake news”. A assessoria do senador não se manifestou sobre as informações relativas ao volume de apostas.
Fonte: Sputnik Brasil.
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