O valor de uma gargalhada
O riso é uma experiência tão comum que nos esquecemos de como ele é estranho. Quando alienígenas nos virem rindo pela primeira vez, vão achar que estamos tendo uma espécie de ataque (e provavelmente tam¬bém não vão entender a piada). Smith faz graça falando sobre sua calvície cada vez mais acentuada:
"Minha testa está chegando à nuca." Jorram substâncias químicas, o corpo entra naquele estado convulsivo, o riso é inevitável. Smith conta à platéia que é enfermeiro: "Tem gente que acha difícil encontrar um enfermeiro, que só existem enfermeiras. Mas há enfermeiros pelo país. De vez em quando, nós sete nos reunimos para conversar."
Ele ministra um curso sobre a relação entre humor e medicina na Universidade de Minnesota e participou dessa conferência médica na Universidade Loma Linda, na Califórnia, para argumentar que o riso traz benefícios clínicos. Essa idéia é pelo menos tão antiga quanto o livro dos Provérbios, cujo capítulo 17 diz: "O coração alegre serve de bom remédio" (o que na época não queria dizer muito, a menos que gostássemos de sanguessugas).
Também é um conceito que alguns fanáticos da máxima "mente sã, corpo são" espalharam com mais entusiasmo. Mas há alguns anos um grupo audaz de cientistas, menos numeroso que o de enfermeiros, tenta descobrir a fisiologia do riso e seus prováveis benefícios.
"Ainda não temos certeza de nada", adverte Robert Provine, professor da Universidade de Maryland e autor de Laughter: a seientifie investigation (Riso: uma investigação científica), "e ainda são necessários outros estudos."
