Esfregar a cabeça em qualquer lugar é um comportamento típico de cão com desconforto visual. Fugir de ambientes muito iluminados também é sintomático. Nada de perder tempo. “Ao menor sinal de irritação, leve o bicho ao oftalmologista”, recomenda Mário Marcondes dos Santos, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. O melhor mesmo é prevenir a encrenca. E isso logo no primeiro mês de vida, quando o filhote deve ser submetido a um exame oftalmológico. Caso ele apresente predisposição genética para um problema visual, será possível tratá-lo a tempo. O veterinário avalia se o animal está lacrimejando normalmente.Checa a pressão intra-ocular, que deve oscilar entre 14 e 22 milímetros de mercúrio. Por fim vem o exame de fundo de olho. “Esse teste identifica possíveis alterações na retina, parte do olho responsável pela captação da luz”, explica Adriana Lima Teixeira, veterinária de São Paulo com especialidade em oftalmologia. Um dos problemas visuais mais freqüentes entre os cães são as úlceras de córnea – uma espécie de ferida na lente que recobre a parte anterior dos olhos. Um acidente corriqueiro, como urna simples batida num canto da mesa, pode provocar um ferimento que, não tratado, acaba virando uma úlcera grave. Problemas genéticos também são culpados pela doença. Felizmente dá para tratar 85% dos casos detectados no início com colírios especiais para acelerar a cicatrização e antibióticos. Quando a saída não é medicamento, só mesmo uma cirurgia para reconstituir a área danificada da córnea.
Cachorro com pálpebras cerradas são problemas
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