Uma doença terrível, uma lesão cavernosa: “Assim o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Melo, da Unifesp, descreveu o glaucoma, a principal causa de cegueira irreversível, naquela que foi uma das mais concorridas palestras do 28° Simpósio Internacional Moacyr Álvaro, realizado em São Paulo pelo Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Outros (entre muitos) temas abordados: acupuntura para combater conjuntivite e cirurgia para brecar a presbiopia. Você no vai perder nenhum deles de vista, vai? O avanço do glaucoma Estima-se que 2% dos adultos com mais de 40 anos sejam portadores do mal, que danifica o nervo óptico e pode cegar. Aliás, cresce a olhos vistos: aos 70 anos, o índice é 16,6% e aos 80 sobe para 23,21%. As doenças cardiovasculares e o diabete, entre outras, podem desencadear (ou agravar) o glaucoma, mas a forma congênita também é comum. Ele se manifesta principalmente pelo aumento da pressão intraocular. Isso ocorre por acúmulo do humor aquoso, líquido que circula dentro dos olhos, por culpa de um defeito no sistema de drenagem.
E muita atenção: mesmo os que têm pressão normal estão sujeitos ao glaucoma. Por outro lado, nem todos as que apresentam pressão alta desenvolvem obrigatoriamente a doença.
Sintomas: dor ocular, visão de halos ao redor de luzes, náuseas, crises de vômito e enxaqueca. Em geral esses sinais só aparecem quando a doença já está avançada. Fique de olho! Não há prevenção nem cura, mas o glaucoma pode ser controlado com o uso contínuo de colírios que reduzem a produção do humor aquoso e normalizam a pressão intra-ocular. Quando os remédios não funcionam, só mesmo a cirurgia para abrir um canal capaz de drenar o líquido.

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

By luizccm

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