E para quem acha que o melhor jeito de se ver livre desses monstrinhos rastejantes é se mudar para um lugar bem frio, como a Noruega ou Alasca, é melhor desistir. As cerca de 4.000 espécies de baratas existentes atualmente são perfeitamente adaptáveis a qualquer tipo de ecossistema, das florestas tropicais as regiões polares e os desertos, segundo o livro “Cockroach” (Baratas), recém-lançado na Inglaterra pela editora Reaktion Books, e ainda sem tradução no Brasil.
Se isso serve de consolo, a boa noticia e que dessas 4.000 espécies, apenas cerca de dez são urbanas. Entre estas, as mais comuns nos lares de todo o mundo são a Blatella germanica e a Peri-planeta americana – o que significa que provavelmente não teremos o desprazer de conhecer pessoalmente mais do que duas variedades dessas criaturas. Mas, se são somente duas as espécies que costumam incomodar, por que e tão difícil expulsá-las de nossas casas de uma vez por todas? “0 principal equivoco e a visão excessivamente química que se tem sobre o controle desses insetos”, explicam os biólogos Sidney Milano e Ronaldo Facury Brasil, que possuem uma empresa especializada em combater a praga. Segundo eles, pulverizar a casa com inseticida não e a maneira mais inteligente para acabar com elas, já que as duas espécies têm hábitos diferentes. A barata de cozinha raramente se distancia mais de 2 metros de seu abrigo, enquanto a de esgoto pode andar dezenas. Portanto, ao avistar uma do primeiro tipo em cima da pia, por exemplo, 0 mais indicado e procurar 0 foco ao redor e fechá-lo. Mas se a visitante for a barata de esgoto (que costuma entrar em casa pelo ralo ou voando pela janela), 0 mais provável é que ela esteja instalada em uma colônia próxima a sua casa, possivelmente uma fossa. E esse local que deve ser o alvo do extermínio.
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