quarta-feira, 3 de junho de 2026 20:02:37

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Laços de sangue e histórico de infarto, cuidado! – Quando o assunto é coração, o vínculo estreito entre…

Quem tem um irmão com histórico de infarto precisa redobrar os cuidados com o coração. Nós revelamos a importância do mais novo (e surpreendente) fator de risco para o peito Quando o assunto é coração, o vínculo estreito entre dois irmãos pode representar um perigo e tanto. Digamos que seu LDL, o colesterol ruim, esteja normal. Que sua pressão não ultrapasse 12 x 8. Que nunca tenha fumado. Se ainda assim um irmão já sofreu um ataque cardíaco, o risco de que você também venha a passar por isso é alto. Muito alto – é bom reforçar. “Alguém nessa situação está quase três vezes mais sujeito a apresentar depósitos de cálcio nas artérias, o que pode indicar aterosderose”, alerta o médico Khurram Nasir, líder de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopk:ins, nos Estados Unidos. E a aterosderose, o indesejável endurecimento dos vasos sangüíneos, é um dos atalhos para o infarto. De acordo com a pesquisa, que investigou 8,5 mil adultos americanos, ter irmão infartado representa um risco ainda maior do que ter pais nessa mesmíssima condição.
“Depois dos gêmeos monozigóticos idênticos, que são geneticamente 100% iguais, as pessoas mais parecidas entre si são os irmãos comuns, mais até do que pai e filho”, explica o médico geneticista Décio Brunoni, da Universidade Federal de São Paulo. Nem por isso o ataque cardíaco dos ascendentes diretos deve ser desprezado. “Ter pai com problemas de coração antes dos 55 anos e mãe abaixo dos 65 continua sendo um alerta importante”, ressalta Marcos Knobel, cardiologista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Os pesquisadores ainda não investigaram as causas da relação da doença cardíaca entre irmãos. Por enquanto, o que há são suposições. Nada surpreendentes, por sinal.
“Acredita-se que a aterosderose seja influenciada por uma complexa interligação de vários fatores ambientais e genéticos, somados à predisposição familiar”, diz Nasir. Também não se sabe ainda – e essa é a grande charada para os cientistas – quais são os genes capazes de abalar o coração. Além do fator DNA, o ambiente em que os irmãos são criados pesa. “É provável que numa mesma família os maus hábitos sejam comuns a todos, como ingerir gordura em excesso, fumar, levar vida sedentária ou viver em um ambiente estressante”, lembra o cardiologista José Carlos Pachón Mateos, do Hospital do Coração, na capital paulista. “Já que o histórico familiar não pode ser mudado, é preciso controlar todos os outros fatores de ameaça”, aconselha Knobel. “Se o sujeito parar de fumar, fizer exercício, controlar o colesterol e diminuir o estresse, a probabilidade de os genes não se manifestarem aumenta”, completa o cardiologista Renato Azevedo, do Hospital Samaritano, também em São Paulo.
Além da aterosclerose certas anomalias cardíacas como arritmia e aumento da espessura da parede do músculo, ocorrem com maior freqüência entre irmãos Dizer que um bom check-up é fundamental é chover no molhado. Mais que importante, um exame de saúde minucioso é insubstituível para quem tem irmão (ou irmã) que já infartou ou que teve algum outro tipo de doença cardíaca. E quanto antes, melhor. Mais precisamente, a fase certa para a bateria de testes é na adolescência. Após os 40 anos, a recomendação vale para todos, tenham ou não irmãos que sofreram ataque cardíaco, haja ou não sintomas. “Exame de sangue, eletrocardiograma e teste ergométrico pelo menos uma vez ao ano são obrigatórios”, resume Pachón.

Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico, consulte um profissional.

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