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Para João Gabriel Burmann, professor da UniRitter e pesquisador do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (ISAPE), falando em entrevista à Sputnik Brasil, esse teste é um grande passo para a indústria nacional, principalmente por se tratar de um ativo muito importante.
O pesquisador também aponta que a pesquisa e o desenvolvimento de mísseis eram algo que já vinha sendo trabalhado ao longo do tempo, no entanto, o diferencial neste momento é o envolvimento da Avibras, uma empresa brasileira também atuando na concepção do projeto, além das Forças Armadas.
Burmann ressalta que as características do MTC-300 proporcionam ao país um armamento altamente qualificado para o combate. Os diferenciais desse ativo militar residem tanto na sua precisão de ataque quanto na sua capacidade de integração total ao sistema Astros.
O especialista também pondera que, além do MTC-300, o sistema Astros é um importante ativo de produção nacional para a defesa de todo o território, devido às suas características que se adequam às diversidades geográficas do país.
Outro aspecto levantado por Burmann indica que o míssil tático MTC-300 já cumpre as etapas finais de certificação militar regulamentar. Esse processo é obrigatório antes do início de qualquer operação prática por atestar a segurança e a eficácia da arma nacional frente às exigências operacionais.
A soberania nacional não se restringe à retórica política, manifestando-se de forma concreta no campo da defesa. Diante de um cenário internacional cada vez mais recrudescido, torna-se imperativo que os países desenvolvam tecnologias autóctones no setor, uma estratégia que, além de garantir a autonomia militar, também possui alta capacidade de aquecer a economia.
Fonte: Sputnik Brasil.
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