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Nesse sentido, Maurício Levien, professor de Relações Internacionais da Universidade La Salle, alertou em entrevista à Sputnik Brasil que, apesar do suporte europeu, as forças ucranianas sofrerão impactos severos se perderem o apoio tecnológico norte-americano.
O pesquisador aponta que, apesar dos investimentos bilionários da Europa em armamentos, os países europeus não têm como suprir uma eventual ausência dos EUA, especialmente no setor de apoio militar por satélite.
Levien também explica que a visão de Donald Trump é mais pragmática do que a dos líderes europeus. Como consequência, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) acaba sendo cada vez mais desgastada entre os aliados euro-atlânticos.
Outro ponto levantado pelo pesquisador é que o programa PURL (sigla em inglês para Lista Prioritária de Requisitos da Ucrânia) pode ser suspenso por Washington caso Zelensky descumpra as diretrizes norte-americanas, à revelia dos interesses europeus.
Ao analisar a declaração de Zelensky sobre a possibilidade de uma trégua para cessar os ataques às refinarias russas, o professor Maurício Levien afirma que o plano carece de plausibilidade, uma vez que a Rússia mantém uma ampla vantagem sobre as forças militares ucranianas.
Além dos reveses no front, a Ucrânia enfrenta o desgaste interno da corrupção e da “busificação” (mobilização compulsória de homens civis no país). No cenário internacional, o isolamento cresce: aliados europeus sofrem crises domésticas e os EUA, após firmarem um acordo de diesel com a Rússia, mostram distanciamento. A pressão culminou na fala pública do presidente Trump de que o país precisa de um novo líder, deixando Kiev ainda mais na berlinda.
Fonte: Sputnik Brasil.
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