Publicidade
De acordo com o canal de TV Al-Masirah, a coalizão liderada pela Arábia Saudita atacou o posto central da Companhia de Petróleo do Iêmen, em Sabah, e um depósito de combustível nos arredores de Sanaa.
A Arábia Saudita afirmou que a instalação bombardeada não possuía estoque de produtos petrolíferos e que o ataque não afetou as reservas de petróleo nem as cadeias de abastecimento.
Os houthis já haviam ameaçado resposta “dura e dolorosa” a qualquer ataque a Sanaa, por meio do porta-voz Yahya Saree, que afirmou que os alvos poderiam incluir a sede da Saudi Aramco em Dhahran e uma refinaria de petróleo em Riad.
Sábado (10), os houthis atacaram com mísseis balísticos o Aeroporto Internacional Rei Khalid, localizado na capital da Arábia Saudita, deixando dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil Saudita, além de instalações petrolíferas pertencentes à empresa saudita Aramco.
Os ataques dos houthis ocorrem em reposta à agressão de Riad, que vem bombardeando Sanaa nos últimos dias, capital do Iêmen.
A escalada entre Iêmen e Arábia Saudita acirrou drasticamente nas últimas semanas, rompendo a trégua entre as partes, firmada em 2022. A tensão entre os países teve início em 2015, quando a Arábia Saudita interviu no Iêmen para reinstalar o governo apoiado por Riad e aliados, entre eles os Estados Unidos.
Porta de entrada sul para o mar Vermelho, o estreito tornou-se rota mais vital para o fornecimento de energia da Arábia Saudita e de outros países desde o início da guerra dos EUA com o Irã, em fevereiro, quando Teerã fechou o estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
Embora uma ofensiva do governo, iniciada há uma semana com o objetivo de repelir os houthis, os tenha afastado da área mais próxima do estreito, o grupo permanece entrincheirado nas proximidades e conquistou territórios nos arredores da cidade de Taiz neste mês.
O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse a Mohammed bin Salman na terça-feira que Ancara apoiaria o reino, segundo a liderança turca.
A Turquia e o Paquistão assinaram um pacto de defesa mútua com a Arábia Saudita neste verão, embora a Turquia ainda precise ratificar o tratado no parlamento.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (13) que também conversou com Mohammed bin Salman nesta e que os houthis estavam “se comportando muito mal”. Tump cogitou pedir a Erdogan para que intervenha em apoio à Arábia Saudita.
Washington, o aliado mais forte da Arábia Saudita não se envolveu diretamente no apoio militar aos sauditas contra os houthis.
O conflito no Iêmen foi retomado como um desdobramento da guerra mais ampla entre os EUA e o Irã, que começou com o ataque conjunto dos EUA e de Israel à República Islâmica em 28 de fevereiro.
O Irã, rival regional de longa data de Riad, ofereceu-se para mediar o conflito entre a Arábia Saudita e os houthis, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, no domingo (11).
Fonte: Sputnik Brasil.
Publicidade
