A pesquisa mostrou que, para 15% dos entrevistados, não faz diferença viver em uma democracia ou em uma ditadura. Outros 7% consideram o regime ditatorial preferível em determinadas circunstâncias, enquanto 5% não souberam responder e 1% deu outras respostas.
O maior percentual de preferência pela democracia foi registrado em outubro de 2022, quando 79% escolheram essa opção e o menor ocorreu em fevereiro de 1992, com 42%, em meio ao desgaste político das medidas do então presidente Fernando Collor.
Entre os eleitores do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 76% dizem preferir a democracia, enquanto o índice chega a 74% entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), candidatos que aparecem à frente no levantamento mais recente do Datafolha sobre a disputa presidencial. A ditadura é considerada preferível em determinadas circunstâncias por 5% dos eleitores de Lula e por 9% dos que declaram voto em Flávio.
O levantamento mostrou ainda que 68% das mulheres preferem a democracia e, entre os homens, o índice sobe para 78%. O mesmo percentual aparece entre entrevistados de 35 a 44 anos, enquanto a preferência cai para 68% na faixa de 25 a 34 anos.
O Datafolha entrevistou 2.506 eleitores com 16 anos ou mais em 152 municípios brasileiros entre 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08039/2026.
No fim de agosto, o Datafolha mostrou que 50% dos eleitores brasileiros consideram possível que outros países tentem interferir no pleito deste ano, enquanto 43% rejeitam essa hipótese. Outros 8% não souberam ou não quiseram opinar.
Entre os que enxergam risco de ingerência externa, as opiniões se dividem: 32% do total de entrevistados classificam essa possibilidade como um problema, ao passo que 18% não veem nisso motivo de preocupação.
Fonte: Sputnik Brasil.




