Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

Pelo menos na adolescência, quase todos passamos por um período em que cultivamos pequenos rituais que ajudavam a aliviar estados de ansiedade. Não são poucas as pessoas que, antes de sair de casa, têm o hábito de verificar, repetidamente, se o gás está desligado. Em geral, tudo termina aí. Mas, para quem sofre de TOC, estas atividades podem, literalmente, consumir o tempo, exigindo uma ou mais horas do dia para ser executadas, tornando estressante e extenuante as ações cotidianas mais banais.

Esses comportamentos rituais ou compulsões são respostas destinadas a aliviar um estado de ansiedade que se manifesta mediante idéias obsessivas e pensamentos perturbadores, dos quais a pessoa não consegue se livrar. A gama de elucubrações pode ser muito vasta, indo desde a idéia de ser infectado por bactérias que se encontram em sujeiras percebidas como onipresentes até a presença constante de imagens ou cenas consideradas repugnantes e o receio de fazer mal a pessoas queridas.

Em um nível racional, o paciente sabe bem que os rituais que emprega – como lavar continuamente as mãos, contar determinada série de números ou dispor os objetos segundo uma simetria particular – não têm nenhum significado, salvo o de proporcionar uma pausa momentânea na sensação de ansiedade que o incomoda.

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