Reflita, mas sem muita emoção

Mas psicólogos da Universidade de Princeton descobriram que os sentimentos quase sempre influenciam os pensamentos.

Faça o teste:
imagine que um vírus mortal vai atingir o país. Cientistas estimam que 600 pessoas morrerão - a menos que algo seja feito. Você está no comando e tem duas opções: a opção um é uma estratégia que salvará 200 vidas. A opção dois tem um terço de chance de salvar todo mundo e dois terços de não salvar ninguém. Qual você escolhe?

Pesquisas demonstram que a maioria de nós escolheria a opção um. Na verdade as estatísticas são as mesmas, mas quando surge uma pergunta como essa, nossa tendência é escolher a certeza em vez da incerteza.

O que isso significa? Se algo parece assustador, a lógica quase sempre voa pela janela. Se surge uma notícia ruim sobre antidepressivos, as pessoas abandonam tratamentos úteis quando os riscos parecem maiores do que os ganhos. Se há controvérsias sobre amostras de sangue contaminadas, os doadores - estranhamente - se afastam, mesmo que o risco seja apenas para os receptores.

Acrescente a isso "o medo e a indignação" que sen-timos em resposta àqueles riscos que não podemos controlar: produtos químicos, alimentos geneticamente modificados, radiação de celulares ...

Estudos também mostram que subestimamos as chances de morrer de causas naturais, como doenças cardíacas e câncer, e superestimamos o risco das causas criadas pelo próprio homem, como a contaminação por pesticidas. Assim, ignoramos comportamentos pouco saudáveis, como comer demais, porque, erroneamente, pensamos que os produtos químicos vão nos derrotar primeiro.

Pelo bem de sua saúde, então, controle as emoções e seja crítico em relação à forma como as pessoas transmitem informações - elas podem estar "assustando" o seu bom senso.

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