Já se passaram 50 anos desde que o vírus sincicial respiratório foi descoberto e até agora os cientistas não conseguiram desenvolver uma vacina eficaz contra o grande culpado pela bronquiolite.
O nariz começa a escorrer, surge uma febre baixa e, para piorar, acompanhada de uma tossinha teimosa justamente na hora em que o pequeno pega no sono. Os sintomas até aqui são idênticos aos de uma gripe. Só que, além desses sinais, algo chama a atenção: um ruído semelhante a um miado. Quando esse quadro se instala, são grandes as chances de o problema atender pelo nome de bronquiolite. "Essa é a primeira causa de intemação entre os lactentes", diz a pediatra Sandra Vieira, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. E é bem agora, durante a temporada de dias frios - mais precisamente entre abril e setembro -, que a incidência de casos tende a aumentar.
Tudo por culpa do vírus sincicial respiratório (VSR). "Ele é o principal agente causador de bronquiolite", afirma José Dirceu Ribeiro, presidente do Departamento de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que fica no interior paulista. Ribeiro conta que, embora a maioria das crianças mais dia menos dia acabe mesmo entrando em contato com o VSR, nem todas desenvolvem a doença. "Quanto mais nova ela for, maior a suscetibilidade, já que o sistema imunológico ainda não está amadurecido o suficiente", explica o pediatra Cid Pinheiro, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista.
O nariz começa a escorrer, surge uma febre baixa e, para piorar, acompanhada de uma tossinha teimosa justamente na hora em que o pequeno pega no sono. Os sintomas até aqui são idênticos aos de uma gripe. Só que, além desses sinais, algo chama a atenção: um ruído semelhante a um miado. Quando esse quadro se instala, são grandes as chances de o problema atender pelo nome de bronquiolite. "Essa é a primeira causa de intemação entre os lactentes", diz a pediatra Sandra Vieira, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. E é bem agora, durante a temporada de dias frios - mais precisamente entre abril e setembro -, que a incidência de casos tende a aumentar.
Tudo por culpa do vírus sincicial respiratório (VSR). "Ele é o principal agente causador de bronquiolite", afirma José Dirceu Ribeiro, presidente do Departamento de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que fica no interior paulista. Ribeiro conta que, embora a maioria das crianças mais dia menos dia acabe mesmo entrando em contato com o VSR, nem todas desenvolvem a doença. "Quanto mais nova ela for, maior a suscetibilidade, já que o sistema imunológico ainda não está amadurecido o suficiente", explica o pediatra Cid Pinheiro, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista.
Não à toa, é nos primeiros meses de vida que o VSR entra em ação, comprometendo as trocas de oxigênio e gás carbônico e prejudicando a respiração. Após os 2 anos de idade, o vírus quase sempre se limita a causar resfriados, ou seja, não chega a penetrar na estrutura pulmonar.
Durante o inverno, resguardar as crianças não significa confiná-las. Aliás, isso só favorece a "estação da bronquiolite", que é como o pediatra Gilberto Petty, professor do setor de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo, se refere à alta inádência de casos nesta época do ano. "É importante ventilar os ambientes", indica. Outra medida prosaica, mas que afasta pra valer a doença, é caprichar na limpeza das mãos, prinápalmente depois de chegar da rua. "Quem tem bebê deve abusar de água e sabão e completar a higiene com álcool a 70°", recomenda José Dirceu Ribeiro, da Unicamp.
MANTENHA O VÍRUS LONGE
Altamente contagioso, o vírus acomete adultos e crianças. "Evitar o contato com pessoas gripadas é uma boa idéia", diz o pneumologista e pediatra Paulo Kussek, do Hospital Pequeno Principe, em Curitiba, Paraná. A professora Sandra Vieira, da USP, frisa que recém-nasádos não devem pular de colo em colo. Não que as visitas sejam proibidas, mas é melhor que o bebê seja paparicado a distância, isto é, no berço, a salvo do contato com secreções de gente contaminada.
A prevenção da bronquiolite também pode ser feita com anticorpos produzidos em laboratórios. "Mas isso apenas em casos especiais, como bebês com insuficiência cardíaca ou respiratória e portadores de doenças que levam a uma baixa no sistema irnunológico", diz Sandra.
E a vacina? "Só daqui a uns dez anos", estima José Dirceu Ribeiro. Pesquisadores de diversos países trabalham duro nesse projeto, mas, a julgar pelos obstáculos que têm encontrado pela frente, parece que o VSR está dando um baile neles. Se o seu filho acabou contaminado, sossegue. "Boa parte dos casos se resolve em casa", garante o pediatra Cid Pinheiro. Em geral inalações com soro fisiológico ajudam a desprender o muco e liberam o fluxo de ar. Além disso, água ou leite matemo afastam a desidratação - sim, ela se manifesta no inverno e piora bastante o quadro. Nos episódios graves, doses de oxigênio - leia-se internação hospitalar - podem trazer alívio e rápida recuperação.
A rota do vírus
Ele percorre um longo caminho até chegar aos bronquíolos, minúsculas estruturas da árvore respiratória.
1 o microorganismo alcança primeiro a traquéia. De lá segue para os brônquios e, finalmente, atinge os bronquíolos, destruindo suas células. Começa assim a inflamação que, de cara, provoca aumento de muco na área.
2 com os bronfquíolos inflamados e cheios de secreção, o ar passa com dificuldade e faz vibrar suas paredes, levando ao chiado. As trocas gasosas, por sua vez, não acontecem a contento. Em suma, o oxigênio entra em quantidade insuficiente e o gás carbônico sai menos do que deveria.
SINAIS DE ALERTA
Quanto mais cedo for detectada, mais rápido a bronquiolite vai embora. E sem necessidade de internação
1. CHIADO
Aquele som típico, semelhante ao miado, indica que o ar não está passando direito pelos estreitos bronquíolos.
2. FÔLEGO CURTO
Respiração ofegante denuncia déficit de oxigenação.
3 CLÁVICULA
Em geral a região acima desse osso, localizada entre o final dopescoço e o peito, afunda quando a respiração está comprometida.
4. COSTELAS
OS pulmões podem ficar inflados por causa de uma falha nas trocas gasosas. O tórax ganha aspecto de sanfona.
5. NARIZ
Os médicos costumam dizer que ele "bate as asas", ou seja, as narinas se abrem e se fecham conforme a criança respira.




