De acordo com a teoria psicanalítica, cabe ao paciente seguir a chamada regra de ouro proposta por Freud: a associação livre, ou seja, dizer ao terapeuta, durante a sessão, tudo que lhe vier à mente. Ao analista correspondente a atenção flutuante - uma escuta sem julgamentos, como se "flutuasse" no discurso do analisando. Para o psicanalista Ignácio Gerber, membro e professor da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, praticamente de meditação taoísta, essa postura guarda paralelos com a prática meditativa, na qual se procura aprofundar a conciência sem se prender a nada específico, mantendo-se efetivamente presente. Talvez por causa dessa proximidade, cada vez mais psicólogos, psicanalista e outros profissionais da área da saúde vêm buscando conhecer técnicas de concentração e meditação com o objetivo de aprimorar a capacidade de escutar aqueles que buscam seus serviços. "Não podemos supor uma relação de causa e efeito ou simplificar dois compos de conhecimento tão vasto, mas sem dúvida podem falar em interfaces entre meditação e psicanálise", afirma a psicóloga e pesquisadora Márcia Finker, mestre pela Universidade de São Paulo (USP), coordenadora de grupos de profissionais interessados de conhecer ou primorar a prática meditativa. Informações (11) 3323-6218 ou (11) 9501-5895




