Direto da Maternidade

Aqui você encontra artigos de especialistas do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), considerado um dos melhores do país.

Icterícia neonatal

Esse é um termo usado para descrever a coloração amarelada ou alaranjada dos tecidos do corpo do bebê. Acontece em 80% das crianças devido ao aumento no sangue de um pigmento amarelo chamado bilirrubina. Ela se forma após o rompimento das células vermelhas do sangue, é levada ao fígado para ser metabolizada e então excretada nas fezes. Na maioria dos recém nascidos, a icterícia ocorre porque o fígado não está completamente maduro para fazer esse processo.
Geralmente surge entre o segundo e o terceiro dia de vida, aumenta um pouco até o quarto e desaparece ao redor do décimo dia.
Nos prematuros, pode se tornar mais intensa e prolongada. Incompatibilidades de sangue entre a mãe e o bebê também podem causar o problema. Na maioria dos casos, a icterícia desaparece espontaneamente. Uma forma de tratar é incentivar a amamentação pelo menos oito a 12 vezes por dia. Outra alternativa bastante usada é a fototerapia (banho de luz).
A ação da luz desencadeia uma alteração na estrutura da bilirrubina que se encontra na superfície da pele, facilitando seu metabolismo e sua eliminação. Em geral, isso dura de um a dois dias, ou mais no caso de prematuros e casos mais graves. Antigamente, os bebês e suas mães ficavam até sete dias no hospital após o nascimento, o que permitia que a icterícia iniciasse e terminasse antes de o bebê ir para casa. Atualmente, a alta hospitalar da mãe ocorre mais rápido do que a do bebê com o problema, gerando grandes expectativas.
Em geral, orienta-se que o bebê seja examinado pelo pediatra entre um a três dias após a alta, pois a icterícia pode aumentar e se agravar. Com o acompanhamento médico, é possível prevenir problemas.
Dra. Alice O'Agostini Oeutsch é doutora em Medicina pela USP e coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Albert Einstein.
 

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