Vida que permeia o Universo
A seguir, consta que Deus é "Vida que permeia o Universo". Em relação a esta questão, há no livro do dr. Holmes uma explicação realmente clara e fácil de entender. Deixando essa explicação a cargo desse livro, quero comentar sobre o significado da palavra Vida que consta nessa frase. Não é possível explanar isso com uma só palavra, mas, explicando o que é Vida em palavras simples, seria "energia para viver", e essa energia está repleta em todos os lugares do Universo. Deus vive imanente nas moléculas das pedras, dos pedaços de madeira e de todas as demais matérias. Tudo que existe no Universo é Vida. É uma ilusão pensar que a matéria está morta.
Olhando a água que se encontra no copo sobre esta mesa, parece que está parada, mas, na realidade, está em constante movimento. Talvez digam que isso é uma tolice, que ela somente se move quando a movimentamos ou misturamos, e que, se a deixarmos quieta, não fará nenhum movimento. Mas, mesmo que deixemos a água num estado de absoluto repouso, ela, em si, está-se movendo. Se colocarmos nela minúsculas partículas de pó colorido, a deixarmos em repouso e olharmos através de uma luz, veremos essas partículas se movimentando constantemente recebendo o reflexo da luz.
Apenas não se consegue ver o todo de modo uniforme num local iluminado, mas, se escurecermos o ambiente e observarmos as pequenas moléculas utilizando a função reflexa do raio de luz que ilumina a escuridão, conseguiremos observar o animado movimento das minúsculas partículas. Quem descobriu isso foi o botânico Robert Brown e, sendo em conseqüência da observação do movimento dos grãos de pólen que flutuam na água, denominaram essa descoberta movimento browniano. Se deixarmos roupas sujas numa solução de sabão por algumas horas, mesmo que não as esfreguemos, ocorre uma substituição alternada da água com sabão e a sujeira, fazendo com que esta escorra para a água. Assim consegue-se lavar roupas sujas em pouco tempo utilizando o movimento browniano.
Talvez o leitor(a) não saiba disso por nunca ter dormido até tarde da manhã, mas, quando eu trabalhava no período noturno em uma fábrica, ficava dormindo durante o dia em minha casa com as janelas fechadas e, quando despertava, um raio de luz solar do entardecer entrava por uma pequena fresta da janela fechada, traçando no quarto escuro uma linha reta inclinada. Como não havia ninguém além de mim, se eu não me movimentasse, nem o pó se movia, mas eu enxergava minúsculas partículas do pó movendo-se aos montes nesse fio de luz. Ocorria isso porque as moléculas do ar estão sempre em movimento, mesmo que estejam num local hermeticamente fechado; e, portanto, o pó leve, minúsculo e quase invisível, fica se movimentando juntamente com o movimento das moléculas do ar.
Observando desse modo, através do poder de reflexão dos raios de luz que entram num local fechado e escuro, pode-se concluir que a água e o ar, que parecem estar absolutamente parados, estão em constante movimento. A água, o ar, os minerais e tudo que existe no Universo têm vida. Mesmo a água, que parece ser algo morto, no seu aspecto real está viva e em constante movimento. As moléculas de uma rocha, de um copo de vidro, como também do ferro, estão em constante movimento.
Se não estiverem em movimento, não poderá ocorrer a combinação química, a decomposição, o revestimento metálico, o enferrujamento. Toda ação química ocorre porque existe o fato de as moléculas, os átomos, os elétrons estarem em movimento. Até há pouco tempo, pensava-se que a matéria era uma espécie de aglomerado de partículas como as moléculas, os átomos, os elétrons, mas a ciência da atualidade passou a reconhecer o fato de que a matéria é formada de ondas, e a coesão da extremidade das ondas é o elétron. Sendo ondas, estão em movimento. Se não estivessem em movimento, não seriam ondas. Então, a Seicho-No-Ie diz que a massa conceituada como matéria não existe originalmente, pois aí existe somente a vibração da vida.
Captando isso de forma objetiva e interpretativa com uma máquina de medição chamada cinco sentidos, sente-se como algo material que tem extensão espacial, mas a coisa em si nada mais é que vibração da vida. No espaço entre o céu e a terra, nada existe que não tenha vida. Tudo vive, e a matéria também é vida. Na escritura budista, consta um verso que diz "O monte não é monte; é chamado monte". É o mesmo que dizer: "A matéria não é matéria; é chamada matéria". Até agora, nós colocamos em relação à vida o nome matéria, que tem conotação de que é algo fixo, assim considerando este mundo algo material. A isso se diz concepção materialista do mundo. Isso é uma concepção, ou seja, um modo diferente de ver e a coisa em si, mas, seja ela conceituada de forma espiritualista ou materialista, nada mudará. Porém, o mundo onde vivemos mudará de acordo com o nosso modo de encará-lo.
O mundo, que até agora era chamado de matéria e era considerado algo morto, se transformará num mundo repleto de vida. Nesse momento, assim como Sakyamuni disse quando teve a iluminação "Montanhas, rios, relva, árvores, pátria e solo, tudo é Buda iluminado", todas as coisas passam a ser percebidas como um mundo no qual pulsa a Vida. Realmente, Deus está presente em todos os lugares, como Vida que permeia o Universo. Entretanto, os nossos cinco sentidos não captam diretamente as ondas vibratórias tais quais são. Falando do sentido da visão, o processo é semelhante ao de uma máquina fotográfica, ou seja, passa uma vez pelo órgão sensorial da visão que capta, cena por cena, o objeto como algo estacionário na retina, que pode durar um milésimo de segundo.
Se captar sem essa parada, a visão ficará duplicada, criando problemas na vida concreta. Então, como os sentidos existem fundamentalmente para captar a Vida em si - que não pára um instante sequer - como algo parado, como matéria, ao observarmos o mundo de forma singela tal qual sentimos, o enxergamos como se ele fosse uma existência material. Contudo, a razão consegue chegar mais facilmente à verdadeira imagem da coisa em si do que os sentidos. Então, os matemáticos e os físicos efetuaram cálculos baseados em diversas experiências e, captando indiretamente o verdadeiro caráter da coisa em si, chegaram à conclusão de que todas as coisas são simples ondas. O modo de ver este mundo apenas como algo material, significa estar apenas preso ao fato de os cinco sentidos terem adquirido o hábito de ver a vida, que é dinâmica, como algo estacionário.
Dessa forma, todas as coisas estão constantemente vibrando, ou seja, estão vivas, pois fazem parte da Vida que permeia o Universo, da Vida de Deus. Esse é o mundo sagrado. Quando a Seicho-No-Ie afirma que a matéria não existe, pode haver quem pense: "Se a matéria não existe, podemos desperdiçá-la, utilizá-la com descuido, jogar fora como se fosse um trapo". Mas isso é um grande erro. Afirmar que a matéria não existe originalmente é saber que montanhas, rios, relva, árvores, pátria e solo, tudo é Deus, e passar a respeitar as coisas que antes desprezava por considerá-las simples matéria, e reverenciá-Ias colocando-as numa posição superior. Disso provêm as palavras que constam no início da obra A Verdade da Vida:
"Agradece a todas as coisas do céu e da terra". Assim compre-endemos que todas as coisas do céu e da terra são manifestações da Vida, ou seja, de Deus, sendo, portanto, extremamente gratificantes. E passaremos a conseguir tratar como irmãos e irmãs as coisas que víamos com frieza, considerando-as mera matéria. Creio que São Francisco foi uma pessoa que assim pensava e agia. Certo dia, ele disse ao fogo: "Irmão fogo! Por favor, não me queime!".
A seguir, consta que Deus é "Vida que permeia o Universo". Em relação a esta questão, há no livro do dr. Holmes uma explicação realmente clara e fácil de entender. Deixando essa explicação a cargo desse livro, quero comentar sobre o significado da palavra Vida que consta nessa frase. Não é possível explanar isso com uma só palavra, mas, explicando o que é Vida em palavras simples, seria "energia para viver", e essa energia está repleta em todos os lugares do Universo. Deus vive imanente nas moléculas das pedras, dos pedaços de madeira e de todas as demais matérias. Tudo que existe no Universo é Vida. É uma ilusão pensar que a matéria está morta.
Olhando a água que se encontra no copo sobre esta mesa, parece que está parada, mas, na realidade, está em constante movimento. Talvez digam que isso é uma tolice, que ela somente se move quando a movimentamos ou misturamos, e que, se a deixarmos quieta, não fará nenhum movimento. Mas, mesmo que deixemos a água num estado de absoluto repouso, ela, em si, está-se movendo. Se colocarmos nela minúsculas partículas de pó colorido, a deixarmos em repouso e olharmos através de uma luz, veremos essas partículas se movimentando constantemente recebendo o reflexo da luz.
Apenas não se consegue ver o todo de modo uniforme num local iluminado, mas, se escurecermos o ambiente e observarmos as pequenas moléculas utilizando a função reflexa do raio de luz que ilumina a escuridão, conseguiremos observar o animado movimento das minúsculas partículas. Quem descobriu isso foi o botânico Robert Brown e, sendo em conseqüência da observação do movimento dos grãos de pólen que flutuam na água, denominaram essa descoberta movimento browniano. Se deixarmos roupas sujas numa solução de sabão por algumas horas, mesmo que não as esfreguemos, ocorre uma substituição alternada da água com sabão e a sujeira, fazendo com que esta escorra para a água. Assim consegue-se lavar roupas sujas em pouco tempo utilizando o movimento browniano.
Talvez o leitor(a) não saiba disso por nunca ter dormido até tarde da manhã, mas, quando eu trabalhava no período noturno em uma fábrica, ficava dormindo durante o dia em minha casa com as janelas fechadas e, quando despertava, um raio de luz solar do entardecer entrava por uma pequena fresta da janela fechada, traçando no quarto escuro uma linha reta inclinada. Como não havia ninguém além de mim, se eu não me movimentasse, nem o pó se movia, mas eu enxergava minúsculas partículas do pó movendo-se aos montes nesse fio de luz. Ocorria isso porque as moléculas do ar estão sempre em movimento, mesmo que estejam num local hermeticamente fechado; e, portanto, o pó leve, minúsculo e quase invisível, fica se movimentando juntamente com o movimento das moléculas do ar.
Observando desse modo, através do poder de reflexão dos raios de luz que entram num local fechado e escuro, pode-se concluir que a água e o ar, que parecem estar absolutamente parados, estão em constante movimento. A água, o ar, os minerais e tudo que existe no Universo têm vida. Mesmo a água, que parece ser algo morto, no seu aspecto real está viva e em constante movimento. As moléculas de uma rocha, de um copo de vidro, como também do ferro, estão em constante movimento.
Se não estiverem em movimento, não poderá ocorrer a combinação química, a decomposição, o revestimento metálico, o enferrujamento. Toda ação química ocorre porque existe o fato de as moléculas, os átomos, os elétrons estarem em movimento. Até há pouco tempo, pensava-se que a matéria era uma espécie de aglomerado de partículas como as moléculas, os átomos, os elétrons, mas a ciência da atualidade passou a reconhecer o fato de que a matéria é formada de ondas, e a coesão da extremidade das ondas é o elétron. Sendo ondas, estão em movimento. Se não estivessem em movimento, não seriam ondas. Então, a Seicho-No-Ie diz que a massa conceituada como matéria não existe originalmente, pois aí existe somente a vibração da vida.
Captando isso de forma objetiva e interpretativa com uma máquina de medição chamada cinco sentidos, sente-se como algo material que tem extensão espacial, mas a coisa em si nada mais é que vibração da vida. No espaço entre o céu e a terra, nada existe que não tenha vida. Tudo vive, e a matéria também é vida. Na escritura budista, consta um verso que diz "O monte não é monte; é chamado monte". É o mesmo que dizer: "A matéria não é matéria; é chamada matéria". Até agora, nós colocamos em relação à vida o nome matéria, que tem conotação de que é algo fixo, assim considerando este mundo algo material. A isso se diz concepção materialista do mundo. Isso é uma concepção, ou seja, um modo diferente de ver e a coisa em si, mas, seja ela conceituada de forma espiritualista ou materialista, nada mudará. Porém, o mundo onde vivemos mudará de acordo com o nosso modo de encará-lo.
O mundo, que até agora era chamado de matéria e era considerado algo morto, se transformará num mundo repleto de vida. Nesse momento, assim como Sakyamuni disse quando teve a iluminação "Montanhas, rios, relva, árvores, pátria e solo, tudo é Buda iluminado", todas as coisas passam a ser percebidas como um mundo no qual pulsa a Vida. Realmente, Deus está presente em todos os lugares, como Vida que permeia o Universo. Entretanto, os nossos cinco sentidos não captam diretamente as ondas vibratórias tais quais são. Falando do sentido da visão, o processo é semelhante ao de uma máquina fotográfica, ou seja, passa uma vez pelo órgão sensorial da visão que capta, cena por cena, o objeto como algo estacionário na retina, que pode durar um milésimo de segundo.
Se captar sem essa parada, a visão ficará duplicada, criando problemas na vida concreta. Então, como os sentidos existem fundamentalmente para captar a Vida em si - que não pára um instante sequer - como algo parado, como matéria, ao observarmos o mundo de forma singela tal qual sentimos, o enxergamos como se ele fosse uma existência material. Contudo, a razão consegue chegar mais facilmente à verdadeira imagem da coisa em si do que os sentidos. Então, os matemáticos e os físicos efetuaram cálculos baseados em diversas experiências e, captando indiretamente o verdadeiro caráter da coisa em si, chegaram à conclusão de que todas as coisas são simples ondas. O modo de ver este mundo apenas como algo material, significa estar apenas preso ao fato de os cinco sentidos terem adquirido o hábito de ver a vida, que é dinâmica, como algo estacionário.
Dessa forma, todas as coisas estão constantemente vibrando, ou seja, estão vivas, pois fazem parte da Vida que permeia o Universo, da Vida de Deus. Esse é o mundo sagrado. Quando a Seicho-No-Ie afirma que a matéria não existe, pode haver quem pense: "Se a matéria não existe, podemos desperdiçá-la, utilizá-la com descuido, jogar fora como se fosse um trapo". Mas isso é um grande erro. Afirmar que a matéria não existe originalmente é saber que montanhas, rios, relva, árvores, pátria e solo, tudo é Deus, e passar a respeitar as coisas que antes desprezava por considerá-las simples matéria, e reverenciá-Ias colocando-as numa posição superior. Disso provêm as palavras que constam no início da obra A Verdade da Vida:
"Agradece a todas as coisas do céu e da terra". Assim compre-endemos que todas as coisas do céu e da terra são manifestações da Vida, ou seja, de Deus, sendo, portanto, extremamente gratificantes. E passaremos a conseguir tratar como irmãos e irmãs as coisas que víamos com frieza, considerando-as mera matéria. Creio que São Francisco foi uma pessoa que assim pensava e agia. Certo dia, ele disse ao fogo: "Irmão fogo! Por favor, não me queime!".
Parece uma superstição, mas tanto o fogo como o corpo são vidas irmanadas, são todos filhos de Deus. Quem não compreende isso, não compreenderá as palavras ditas por Sakyamuni no momento da sua iluminação: "Montanhas, rios, relva, árvores, pátria e solo, tudo é Buda iluminado". Se compreender isto, sentirá naturalmente gratidão a todas as coisas do céu e da terra, passando a agradecer a tudo, falando harmoniosamente com todas as coisas: "Oh, copo, graças a você, posso beber água. Muito obrigado(a)". Reverenciar todas as coisas, contemplando-as como sendo aqui o mundo da Vida, é o modo de viver da família Seicho-No-Ie. Do livro Utsukushiki Seikatsu (tít. Provisório: Uma vida harmoniosa e bela), pp. 84-90




