"Portanto, o consumo dessas inimigas não deve ultrapassar 7% do total diário", orienta a nutricionista Gabriella Guerrero. Onde é que elas estão? Nos alimentos de origem animal, como carnes, leite e derivados, e alguns poucos de origem vegetal (azeite-de-dendê e manteiga de cacau). Se as saturadas merecem cuidado, muito mais perigo representam as tais das gorduras trans, cuja presença está discriminada nos rótulos dos alimentos. "Além de elevar o LDL, a trans diminui o HDL, colesterol bom, aumentando sensivelmente o risco de infarto, derrames e outras doenças", alerta Jorge Mancini Filho, professor titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. A ordem é: fique longe dela.
Agora, no time do bem, anote aí, tem as insaturadas que ajudam a tirar da circulação o colesterol ruim. Divididas em monoinsaturadas e poliinsaturadas, merecem um espaço de 20% do total de gorduras que você deve botar no seu prato. Isso quer dizer: sinal verde para óleo de canola, girassol, soja, azeite de oliva, semente de linhaça e frutas oleaginosas (caju, amendoim, castanha, amêndoa e avelã). Peixes de água fria como a sardinha, o atum e o salmão (fontes de ômega 3) também são bem vindos à sua mesa.
Se você anda pegando muita gripe e as infecções não dão paz, pode estar faltando os ômegas 3 e 6 (da família das poliinsaturadas) na sua mesa. Essas gorduras do bem dão a maior força ao sistema imunológico. Mas, se você errar na proporção entre esses dois tipos de gordura, pode perder o benefício. Campeões de ômega 6, os produtos industrializados dominam a dieta do brasileiro. A solução é pegar mais leve nos enlatados e aumentar as fontes de ômega 3.
