A descoberta, publicada na revista científica PhytoKeys, foi feita por botânicos da Universidade Chulalongkorn e da Universidade Príncipe de Songkla durante levantamentos do Parque Nacional Thong Pha Phum.
A flor quase preta tem seções carnudas laranja-avermelhadas, estames azuis translúcidos e três "chifres" delgados elevando-se acima de uma estrutura em forma de cúpula.
Além da sua aparência diabólica, não cumpre as regras mais comuns da vida vegetal: a produção da clorofila por meio da fotossíntese. A sua maneira de evitar fome consiste em obter o carbono e outros nutrientes dos fungos que vivem no solo.
O faz através do processo chamado mico-heterotrofia. Em vez de se voltar para o sol, a "flor do diabo" se conecta a uma rede subterrânea de fungos.
Esse arranjo permite que sobreviva no chão escuro da floresta, passando a maior parte da sua vida escondida sob camada de folhas caídas. Aparece acima do solo só brevemente para florescer e produzir frutos.
A descoberta da população em uma floresta montanhosa sazonal no parque nacional Thong Pha Phum a quase 1.000 metros acima do nível do mar sugere que essas plantas podem tolerar uma variedade maior de ambientes do que os cientistas imaginavam anteriormente.
Fonte: Sputnik Brasil.




