Com o avançar da idade, o esforço para estimular a rede nervosa entre as células cerebrais é muito maior do que durante a infância ou a adolescência. Por isso é que o avô tem mais dificuldade para navegar pela Internet ou lembrar o nome de um filme do que seu neto. Nesse sentido, qualquer atividade para manter o cérebro em alerta na velhice pode ser importante. Estudo recente da equipe do Projeto Terceira Idade (Proter) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, comprovou que os idosos ativos têm um risco duas vezes menor de desenvolver qualquer tipo de demência em comparação aos velhinhos mais apáticos na fase posterior à aposentadoria.
Uma boa notícia não apenas para os experts em palavras cruzadas, xadrez ou quebra-cabeça, mas também para jogadores de bocha, dançarinos de fim de semana e até a vovó que adora cozinhar: "Tanto atividades físicas quanto mentais fortalecem as conexões entre os neurônios. O importante é não parar nunca", orienta o psiquiatra Cássio Bottino (SP), coordenador do Proter.
Lembre-se disso
A memória não tem uma sede fixa no cérebro. São percepções externas armazenadas nas redes neurais - conjuntos de sinapses, que nada mais são do que as conexões dos neurônios. "Memorizar é o ato de fazer novas associações entre as células nervosas, ligando-as por uma 'história''', explica o psiquiatra. Não à toa, muitas lembranças estão relacionadas a um cheiro, uma palavra ou uma música. Esses estímulos ativam a região cerebral onde as novas informações ficaram guardadas e as recuperam. Um dado novo, vale ressaltar, será tão mais fácil de resgatar quanto o número de vínculos que a pessoa puder estabelecer entre ele e o conhecimento já existente. Por isso, nem tudo pode ser memorizado, como o nome da amiga do pai do seu vizinho, por exemplo.
Será que você é capaz de lembrar dessa matéria amanhã? Para verificar a quantas anda sua memória, faça o teste a seguir e, de quebra, ganhe umas conexões extras ...




