Estamos quase lá o ranking dos países campeões em cirurgias de obesidade, o Brasil só perde para.os Estados Unidos – estima-se que por aqui sejam feitos entre 15 mil e 20 mil desses procedimentos por ano, nos sistemas público e privado.
Desse total, mais de 90% deles são realizados por uma técnica conhecida como FobiCapella, desenvolvida pelo cirurgião camaronês Mathias Fobi e íntroduzida no Brasil, com algumas modificações, pelo colombiano Rafael Capella. "O método faz parte do grupo de cirurgias chamadas gastroplastias e proporciona a perda de 50% do peso corporal", contou Marco Antônio Leite, responsável pela cirurgia bariátrica do Hospital de Ipanema, no Rio de Janeiro, e um dos organizadores do congresso.
Em entrevista exclusiva à SAÚDE!, Fobi, que faz a cirurgia há 15 anos e já operou mais de 15 mil pacientes, ressaltou: "O sucesso da cirurgia depende também de urna equipe multidisciplinar formada por nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e professores de educação fisica, que devem ínteragír no pré e no pós-operatório".
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Fobi-Capella
O estômago, cuja capacidade normal é de 1,5 litro, é separado em duas partes. A maior fica inutilizada e a menor, com volume reduzido para cerca de 30 ml, é ligada diretamente ao intestino delgado, já cortada e grampeada. Esse procedimento misto une duas técnicas, a desabsortiva e a restritiva. A finalidade é tomar mais lento o trânsito dos alimentos. O paciente chega a eliminar metade do próprio peso, o que, em muitos casos, significa ultrapassar a marca dos 50 quilos perdidos!
Entenda a diferença
As cirurgias restritivas limitam a entrada de alimento no estômago. Para isso o cirurgião coloca um dispositivo logo na entrada do órgão. Embora seja o procedimento mais fácil, a perda de peso é menor e depende da colaboração do paciente. Já as desabsortivas reduzem o percurso da comida pelo intestino, diminuindo a absorção dos nutrientes. O problema é que,caso, o paciente não nesse está livre de graves deficiências nutricionais e problemas metabólicos.
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