Diferentemente da glicemia, que flagra a taxa de açúcar sangüíneo na hora da picada, a hemoglobina glicosilada - ou HbA1c - revela o quanto de glicose esteve mergulhada ali nos últimos três meses. "É o melhor jeito de os médicos saberem se o tratamento do diabete está surtindo efeito e também se o paciente anda se comportando à mesa", diz o endocrinologista Ornar Hauache, do laboratório Fleury, em São Paulo.
Isso porque o resultado da glicemia feita em jejum costuma ser tolerável, mesmo que a pessoa tenha se rendido aos doces e açucarado o corpo durante os últimos dois meses - deslize que não passaria despercebido diante da hemoglobina glicosilada. De acordo com a Associação Americana de Diabete, nesse paciente o exame deve ser repetido duas vezes por ano, no mínimo - em alguns casos, a cada três meses. Ainda assim, não substitui o controle diário da glicose.
Prova do crime: Como seu revestimento é feito de açúcar sangüíneo, a hemoglobina - molécula que viaja nos glóbulos vermelhos levando oxigênio - sinaliza o quanto de glicose andou dando sopa por ali nos últimos três meses, que é justamente seu tempo de vida.
A partir de uma amostra de sangue, dá para ver hemoglobinas com espessuras diferentes de cobertura açucarada. Afinal, nem todas têm
a mesma idade.
Para saber se o sangue, em geral, andou doce demais, os especialistas usam uma substância reagente para isolar e medir essa capa de glicose das hemoglobinas, fazendo então alguns cálculos.
Boa medida: Menos do que 6% de HbA1c é um ótimo resultado. Com isso, o risco de problemas vasculares é reduzido em 35% e o de infarto,em 18%.




