Forças Armadas mobilizam 26,5 mil militares para apoiar eleições em regiões do Brasil

A atuação abrange desde grandes centros urbanos até comunidades isoladas da Amazônia e inclui ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA), além do deslocamento de urnas, equipamentos e equipes eleitorais para localidades onde as condições geográficas dificultam o acesso.
Só na GVA, os militares atuarão em 482 municípios de 12 estados, com uma abrangência de 8.827 locais de votação. A operação depende de requisição da Justiça Eleitoral e autorização presidencial e será coordenada com os órgãos de segurança pública, sob orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Já o apoio logístico alcançará 121 localidades de 44 municípios em oito estados. Aviões, helicópteros, embarcações e viaturas serão utilizados para transportar urnas, equipamentos, materiais e equipes eleitorais até regiões onde as condições geográficas dificultam o acesso.
Um dos deslocamentos ocorreu em direção a Oiapoque, no Amapá, a cidade mais ao extremo do país. As urnas partiram de Belém (PA) em aviões com apoio do Exército e levaram mais de três horas para chegar ao município. Por terra e balsas, o percurso de mais de 1,1 mil quilômetros levaria mais de 37 horas.
As operações serão acompanhadas pela Sala de Comando e Controle da Força Terrestre, em Brasília, onde ficam centralizadas as informações do Exército sobre as eleições. O espaço foi apresentado a 55 convidados e observadores internacionais de 25 países.
A estrutura utiliza monitoramento por satélite e dois painéis de 18 metros quadrados, cada um com nove monitores. No domingo, a sala funcionará duas horas antes do início da votação e permanecerá ativa até o fim da apuração.
No primeiro turno, os eleitores vão escolher, em ordem: deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente da República. Para votar, é necessário apresentar um documento de identificação, como e-Título, RG ou CNH, tanto físico quanto digitais.

Fonte: Sputnik Brasil.

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