Todos os atletas o temem. Geralmente não sabem como enfrentá-lo, nem em que momento vai aparecer, mas está certo de que ele pode arruinar seu desmpenho numa competição. Não se trata de um adversário perigoso, nem de uma situação que pode interferir na capacidade de concentração, mas de um mecanismo mental que se expressa de forma mais dramática naqueles que praticam o tiro esportivo.
Diferentemente de outros esportes, no tiro esportivo a pressão psicológica não encontra razão no esforço físico exigido pelo próprio exercício. O atirador não tem essa oportunidade, ele tem consciência de que qualquer tremor, por menor que seja, pode acabar com seu objetivo de acertar o alvo.
Um tiro mal dado pode comprometer a concentração do atirador. Além de perder pontos, o nível de ativação psicofísica aumenta significativamente - o que é péssimo para a boa pontaria. Os pensamentos que atormentam a mente do atirador quase sempre comprometem decisivamente o resultado. Somente alguns conseguem superar esse mecanismo psicológico involuntário que, no decorrer do tempor, pode se tornar automático e incontrolável.
"O meu adversário está mais bem preparado que eu", "Não consigo me concentrar!" "O tempo estipulado para mim será suficiente para disparar os 60 tiros?". Esses são alguns dos pensamentos que, durante a competição, podem surgir na mente de um praticante de tiro esportivo, modalidade olímpica desde os tempos da antiga Antenas. Técnicas específicas, no entanto, pemitem que os praticantes do esporte superem tais obsessões, alcancem a tensão considerada ideal e a concentração necessária nos momentos cruciais de uma apresentação esportiva.
Embora as situações vividas por esportivos sejam bastante emblemáticas e adequadas para exemplificar a importância de perceber - e refrear - os "auto-ataques" em momentos decisivos, não só esses profissionais estão sujeitos a esse problema. Em ocasiões decisivas - como uma entrevista de emprego, uma prova de vestibular o outro concurso - a pessoa também pode ter seu desempenho prejudicado (apesar do preparo e da compentência) em razão do descontrole emocional.
O fato é: quanto mais importante para a vida de forma geral parece ser aquele momento, maiores são as exigências que nos impomos. A possibilidade de não termos uma "segunda chance", em caso de erro, também agrava a tensão - seja numa Olimpíada ou numa reunião de trabalho. E, nessas situações, manter a atenção nos próprios objetivos constuma ser um diferencial significativo.




