Tampinha, Eu?!

Tamanho é documento, sim. Pelo menos quando se quer ter certeza de que a saúde do filhote vai bem, obrigado.

Por isso, ainda que os pais não sejam altos, a baixa estatura em relação à idade merece investigação. É claro que a herança familiar deve ser levada em conta, mas não se pode desprezar outros fatores que atrapalham o desenvolvimento.

"Às vezes o problema denuncia uma doença", comenta o endocrinologista Durval Damiani, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Na lista dos empecilhos para o ganho de altura estão males nada óbvios. Como asma, diabete e síndrome do intestino irritável. De nada adianta tomar hormônio de crescimento, o famoso GH (sigla do inglês growth hormone), antes de ter segurança absoluta de que é mesmo necessário. Em alguns casos, o medicamento dado à toa é inócuo mas. em outros, podem ocorrer efeitos desastrosos. como crescimento exagerado do nariz, das orelhas, dos pés e das mãos.

"A criança pode estar baixa por várias razões e a deficiência hormonal corresponde a apenas 5% dos casos garante o pediatra Luiz Anderson Lopes, baseado em uma pesquisa feita há dois anos com 137 crianças e adolescentes no Ambulatório de Distúrbios do Crescimento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Estamos concluindo um novo estudo, desta vez com 1 420 meninos e meninas. E, até aqui, os dados apontam um resultado semelhante."

Nunca é demais lembrar que o fermento da criança são os cuidados com a saúde. Para esticar, o organismo precisa de energia. "Se o corpo enfrenta com freqüência infecções ou crises de doenças crônicas. ele passa a concentrar esforços na sua defesa e, absorvido nessa tarefa, deixa o crescimento de lado", explica o endocrinologista pediátrico Luís Eduardo Calliari, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

Pela mesma lógica da prioridade afinal, crescer não é vital -, ninguém ganha centímetros com uma alimentação capenga. "O problema pode não ser quantidade de comida. mas o déficit de carboidratos, vitaminas e sais minerais provocado pela falta de variedade", aponta a nutricionista Rosilei Volpe, também da Unifesp.

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