Não se entregue e resolva o problema, certo?
Errado. Este é um dos mitos que cercam a depressão, muito freqüente hoje em dia. Estima-se que 4% dos adolescentes, 7% dos homens adultos e 12% das mulheres experimentem, a cada ano, um ou mais episódios de depressão.
O termo "depressão" pode se referir à profunda tristeza que uma pessoa sente quando perde alguém da família, por exemplo. Mas a depressão clínica vai além. Ela vem acompanhada de alterações na química do cérebro, que geram sintomas como desânimo, cansaço e fraqueza. Além disso, a depressão pode ser a manifestação de uma doença orgânica não diagnosticada, como o câncer. Pode também ser resultado do uso de drogas. Ou pode ocorrer após o parto.
A depressão pode acometer qualquer pessoa e tem de ser encarada como um problema a ser tratado. Um estudo publicado nos Estados Unidos ilustra este fato: idosos cujo ideal de homem é o tipo "forte e silencioso" não aceitam o diagnóstico de depressão e não buscam ajuda.
E ela existe, sob a forma de medicamentos e como psicoterapia. Já houve tempo em que a pessoa com depressão sofria calada – por causa de mitos, agora desfeitos pela ciência.
