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A juventude goianiense tem cido motivo de preocupação das autoridades em saúde. Os jovens experimentam cigarro cada vez mais cedo. Uma pesquisa coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde e realizada em 17 capitais brasileiras mostra que 42,5% dos jovens goianienses têm entre 12 a 16 anos, já experimentaram cigarro. O índice só é menor do que o registrado em Fortaleza onde metade dos jovens já consumiu cigarro, e em Curitiba, onde 44% dos entrevistados disseram já ter fumado pelo menos uma vez. Entre esses jovens que experimentaram, 12,5% dos jovens disseram ter fumado em um ou mais dias nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O estudante Fabrício tem apenas 17 anos e diz não se preocupar com os prejuízos que o cigarro pode causar quando for mais velho. "Estou bem e acredito que posso parar quando quiser, mas não penso nisso agora", garante. O estudante disse que começou a fumar por causa da convivência com fumantes e já fuma há um ano. Apesar do pai de Fabrício não fumar, ele é dono de um bar, onde o estudante sempre conviveu com fumantes. "A maioria dos meus amigos também fuma, então comecei a fumar", conta o estudante que consume cerca de 15 cigaros por dia. O rapaz conta que fuma escondido do pai.
Para o médico pneumologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), Marcelo Fouad Rabahi, a tranquilidade de jovens fumantes preocupa. "Isso é muito preocupante", afirma o médico.
Marcelo diz que o tabagismo é responsável por cerca de 200 mil mortes a cada ano no Brasil, uma média de 23 óbitos a cada hora. E para reduzir esses números, campanhas anti-tabagismo cerão reforçadas hoje em todo o Brasil, no Dia Nacional de Combate ao Fumo. Para o psiquiatra Lourival Belém, especialista em toxicologia, os riscos da dependência psicossocial provocada pelo consumo de tabaco é grande. "Perceber o nível de dependência nem sempre é tão simples, especialmente pelo valor social que o consumo de cigarro tem", avalia.
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