Rigoroso, mas eficaz, o jejum adequado auxilia na redução de peso e no tratamento de várias doenças, como a hipertensão.

Ainda que a maioria das pessoas torça o nariz para a prática do jejum, um breve tratamento anual, de uma semana ou dez dias no máximo, é recomendável a todos aqueles que desejam aumentar a vitalidade. É verdade que o jejum é a medida depurativa de rigor máximo do ponto de vista dietético, mas ao mesmo tempo ele obtém excelentes resultados curativos em algumas doenças. Sua maior vantagem é a potencialização ao máximo da capacidade de auto-regeneração e auto-regulação do organismo.
Os efeitos do jejum podem ser ainda mais intensos quando combinados ao tratamento líquido depurativo à base de suco de frutas, verduras e hortaliças cruas e chás de ervas. Eles ajudam a eliminar o excesso de ácido úrico, incluso no pacote do jejum, e também a diminuir a concentração de potássio no sangue. A água mineral, rica em potássio, também é recomendada para esse tratamento, e deve ser usada em grande quantidade. Em alguns casos, sob prescrição, pode-se ingerir sais de potássio.
Para ser devidamente realizado, o jejum exige preparação psicológica prévia.
Pressupõe um período de introspecção e reflexão, que faz o praticante se sentir mais relaxado e, por isso, com maior energia vital. Obviamente, a sensação de fome deve ser levada em conta e trabalhada por quem se dispõe a encarar o jejum, principalmente nos primeiros dias. Passado o terceiro dia, essa sensação será muito leve, praticamente nula. O período mais indicado para o jejum é durante a primavera ou o verão não excessivamente quente.

INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES


O jejum, corretamente utilizado e sob adequado controle médico, pode resultar de grande eficácia nas seguintes enfermidades:

Cardiovasculares - Arritmias cardíacas, angina, hipertensão arterial, arteriosclerose ou espasmos arteriais.

Respiratórias - Bronquite asmática. Gastrointestinais - Especialmente prisão de ventre crônica.

Urológicas - Litíase renal (cálculos).

Dermatológicas - Eczema crônico, feridas e úlceras de difícil cicatrização.

Metabólicas - Obesidade, distúrbios endócrinos, reumatismo, hiperuricemia (excesso de ácido úrico), hipercolesterolemia (excesso de colesterol) e hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue).

Infecciosas - Especialmente nas afecções febris passageiras.

Se o tratamento prolongar-se por mais de três semanas, ocorre uma significativa perda de proteínas, que pode significar uma grande oportunidade de cura nas doenças provocadas por excessivo consumo de proteínas: reumatismo, gota, distúrbios renais e osteoporose.
Alguns psicoterapeutas também recomendam e aplicam o tratamento de jejum como medida prévia ao tratamento de diversos distúrbios. Isso acontece, principalmente, em casos de dependência tóxica e estresse.
Em contrapartida, os tratamentos de jejum são contra-indicados aos que sofrem de distúrbios cardíacos e outras doenças orgânicas, como tumores malignos, tuberculose, diabetes ou afecções renais e hepáticas. O jejum também não é indicado a quem não tem o claro propósito de melhorar substancialmente o estilo de vida inadequado.

Principais efeitos do jejum

•    Diminuição dos fatores de risco mais importantes, como hipertensão arterial, excesso de peso e distúrbios metabólicos.

•    Redução de peso. Ocorre a partir do terceiro dia. O homem perde cerca de 450 a 500 gramas e a mulher de 350 a 400 gramas.
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