As leis judaicas só permitem o consumo de carne de animais ruminantes e com casco fendido (partido), considerados mais limpos.

Por isso, os judeus não comem carne de porco, que não são ruminantes.

Com relação aos peixes, estão liberados aqueles que têm escamas e barbatanas, pois ao contrário de outros animais marinhos, como camarões, polvos e lulas, não se alimentam de detritos e restos de animais encontrados no fundo do mar.

Quanto às aves, a proibição recai sobre as de rapina, já que elas se alimentam de restos de outros bichos.

Os animais considerados puros devem ser mortos em um ritual cheio de regras. Não é permitido que sofram antes de morrer e, depois de abatidos, seu sangue deve ser completamente drenado.

Os alimentos kasher, cuja fundamentação pode ser vista em O Livro Judaico dos Porquês (Editora Sefer) ou no site www.pletz.com.br.custam  mais do que os convencionais e precisam da aprovação de um rabino para serem vendidos, normalmente em casas especializadas e em alguns supermercados.

"A comida kasher é sempre identificada com um selo de qualidade e existe um rígido controle sobre seu processo de produção", afirma o rabino Motl Malowany, da Sinagoga Knesset Israel, de São Paulo.