Há preconceito na vida espiritual?

 

Brancos, negros, índios, mestiços, orientais e por aí vai diferem apenas na cor da pele. São todos seres humanos. Ora, quem garante que nós já não vestimos, algum dia, cada uma dessas cores de pele? Ou que ainda não tenhamos necessidade de mergulhar na negritude ou na pele amarela para aprender um pouco mais?

O importante é compreender que a riqueza da vida é exatamente oferecer aos nossos espíritos a possibilidade de viver outras culturas, outros momentos e novas aventuras, a partir das quais tenhamos condições de desenvolver nosso potencial e conquistar e construir um mundo melhor.

No Plano Maior não há discriminação de forma alguma. Lá, o que conta são as manifestações da alma e elas independem da cor da pele. Essa informação consta de todos os livros que tenho escrito: o que importa é a conquista dos valores espirituais, sem os quais ninguém consegue ter paz e viver melhor.

Nas várias encarnações que nosso espírito precisa para amadurecer, todos vivenciamos experiências em vários países, vestindo corpos de várias cores. Em todas essas culturas enriquecemos nosso espírito, conquistando a certeza de que o corpo físico é apenas um veículo para interagir no mundo e que nosso espírito é eterno.

A cada dia descobrimos que nossos espíritos são iguais diante das leis cósmicas que regem a vida, diferenciando-se apenas pelo nível de desenvolvimento da consciência que conquistam.

A igualdade de possibilidades de progresso revela que todos somos idênticos para o Plano Maior. Embora, claro, a criação tenha diversificado as vocações de cada um, de forma a atender as funções sociais que precisamos desempenhar a fim de cooperar com a vida. Quando entendermos isso, aceitaremos as diferenças. Deixaremos de precisar de leis humanas discriminatórias de cotas para minorias, pois não haverá mais preconceito.