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Hoje em dia, a China é uma potência industrial, e seu enorme excedente comercial financia uma expansão sem precedentes do poder aéreo, terrestre e marítimo.
Para evitar esse cenário, Washington deve injetar concorrência na indústria e desfazer uma decisão tomada há três décadas, que exigia que os dois únicos fabricantes de submarinos, General Dynamics e Huntington Ingalls Industries, trabalhassem juntos.
Segundo a reportagem, essa parceria remonta ao colapso da União Soviética, em 1991, e já sobreviveu ao seu propósito, mas está agora provocando atrasos e ineficiências.
Nomeadamente, a General Dynamics e a Huntington não conseguiram acompanhar o ritmo de produção de dois submarinos de ataque da classe Virgínia por ano, que o Congresso vem financiando desde o ano fiscal de 2011. As duas juntas produzem uma média de cerca de 1,2 embarcações por ano, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso.
No entanto, espera-se que a frota da China aumente para 435 navios até 2030, enquanto o número dos EUA cairá ligeiramente, permanecendo abaixo de 300.
Por esta razão, na semana passada, a Casa Branca anunciou o plano de investir, em conjunto com a startup Anduril Industries Inc., US$ 6,6 bilhões (R$ 33 bilhões) na fabricação de componentes para submarinos. O anúncio faz parte do esforço de Washington para reforçar a cadeia de abastecimento e aumentar a produção.
Essa startup pode trazer inovação e a capacidade extremamente necessária para a cadeia de abastecimento, mas não se espera que a Anduril seja “a bala de prata” que corrija as taxas de produção de submarinos dos EUA. Para que isso aconteça, Washington tem de repensar o atual sistema de produção, conclui a reportagem.
Fonte: Sputnik Brasil.
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