Segundo a mídia, "a batalha do bloco com os altos preços da energia já dura meses, mas o nível de alarme aumentou no fim de semana", quando o comissário europeu da Energia, Dan Jorgensen, enviou uma carta às capitais da UE instando-as a considerar poupanças de energia semelhantes às medidas tomadas após o início da operação militar especial russa na Ucrânia em 2022.
Nesta terça-feira (29), Jorgensen está liderando "conversas urgentes na Irlanda sobre como o bloco pode garantir seu fornecimento de energia e evitar a crise de inverno", apontaram três diplomatas ao veículo de comunicação. Ministros do Reino Unido, da Ucrânia e da Noruega estão entre os que participam dos diálogos sobre possíveis parcerias energéticas.
O bloco também está buscando laços energéticos mais estreitos com países vizinhos não pertencentes à UE que possam ajudar a compensar um eventual corte de diesel procedente dos EUA.
No mesmo dia, em Dublin, reúne-se o Grupo de Coordenação de Petróleo da UE para avaliar o possível impacto da proibição dos EUA às exportações de diesel para a Europa.
Após o início do conflito na Ucrânia, a UE tomou um curso para abandonar os recursos energéticos da Rússia. Segundo a Comissão Europeia, a participação do gás russo nas importações da UE diminuiu de 45% em 2021 para 12% em 2025, e a do petróleo para cerca de 2%.
Ao mesmo tempo, a dependência de outros fornecedores aumentou: no segundo trimestre de 2026, os Estados Unidos foram responsáveis por 63,2% das importações de gás natural liquefeito pela UE e 18,8% das importações de petróleo. No entanto, o GNL russo ainda representou 17,3% das importações da UE.
Por sua vez, Moscou afirmou repetidamente que a rejeição da UE aos recursos energéticos russos prejudica, em primeiro lugar, a própria Europa, que compra gás caro no mercado spot em vez de comprá-lo da Rússia a preços mais baratos.
Fonte: Sputnik Brasil.




