A saúde mental é hoje o principal problema de saúde percebido pelos brasileiros, segundo o Monitor da Saúde 2026 da Ipsos. O tema foi citado por 58% dos entrevistados, à frente de preocupações como estresse (29%), abuso de drogas (27%), obesidade (25%), abuso de álcool (18%), diabetes (17%) e doenças cardíacas (15%). Os dados refletem a percepção da população sobre os desafios de saúde no país.
Um dado relevante é que a preocupação com o tema aumentou significativamente em relação ao ano passado. Em 2025, 52% dos brasileiros apontavam a saúde mental como um dos principais problemas de saúde; em 2026, o índice subiu para 58%, um avanço de seis pontos percentuais que coloca o Brasil acima da média global, de 48%.
No cenário internacional, o Brasil aparece ao lado de Alemanha e Colômbia, também com 58%. O Chile lidera o ranking mundial, com 75%, seguido pela Suécia, com 70%.
Desde 2023, a saúde mental ocupa o primeiro lugar entre os problemas de saúde mais citados na pesquisa global da Ipsos.
No Brasil, a percepção é particularmente forte entre as mulheres: 68% delas consideram a saúde mental um dos principais problemas de saúde do país, contra 47% dos homens. Para a Ipsos, os resultados indicam que o tema ultrapassa os limites do sistema de saúde e afeta diretamente a qualidade de vida e o cotidiano da população, reforçando a necessidade de investir em prevenção e cuidado contínuo.
Mas a preocupação também cresce em escala global, segundo a média dos 32 países pesquisados. Em 2018, apenas 27% dos entrevistados apontavam a saúde mental como uma questão prioritária em seus países; em 2026, esse percentual chegou a 48%. O impacto na rotina também é expressivo, já que 64% afirmam que o estresse afetou sua vida cotidiana ao menos uma vez no último ano, 61% dizem ter enfrentado níveis de estresse difíceis de administrar e 54% relatam períodos prolongados de tristeza ou desesperança.
Segundo a pesquisa, os reflexos alcançam o trabalho, os estudos e as relações pessoais. Globalmente, 16% dizem ter se afastado de atividades profissionais ou acadêmicas por questões ligadas à saúde mental, enquanto 17% deixaram de participar de encontros sociais ou familiares.
Cabe ressaltar ainda que mulheres e jovens relatam os maiores impactos, mas, apesar de 78% dos entrevistados considerarem a saúde física e mental igualmente importantes, a atenção cotidiana ainda se concentra mais na saúde física do que no bem-estar psicológico, conclui a pesquisa.
Fonte: Sputnik Brasil.




